Sábado, Setembro 22, 2007
: :ALFREDO KALLES JR. ENTREVISTA O ATOR E PALESTRANTE AUGUSTO GOMES: :
O Clube das Estrelas traz um super bate papo com o ator e palestrante Augusto Gomes, que só pode a comemorar o êxito de suas apresentações pelo Brasil. Ele é dono de uma mente muito inteligente, a qual tem colaborado com o crescimento de inúmeros profissionais e empresas brasileiras através de suas palestras motivacionais. Gomes é um artista de teatro e com a mímica soube dar forma a essa sua paixão. Atualmente ele realiza palestras nas principais empresas brasileiras e os elogios são certos durante e depois delas. São 22 anos dedicados à arte de motivar o próximo com técnicas infalíveis. Momentos que nunca deixaram de ser agradáveis para este ator, que aprendeu fazer de sua arte o principal motivo para trabalhar a auto-estima de milhares de pessoas. Confira nosso bate papo:
Como você faz para conciliar sua carreira de ator com a de palestrante? É muita correria não é? É uma vida intensa. Como as palestras são por todo país, tenho que conciliar as duas profissões de maneira eficiente. Como gosto de ambas nunca deixo de fazer uma para fazer a outra. Porém algumas escolhas devem ser feitas. Nunca entro em cartaz de quarta a domingo. Sempre as apresentações teatrais ocorrem aos finais de semana onde os eventos ocorrem com menor intensidade. Então sempre dá certo: palestra durante a semana e teatro aos finais dela.
Vou entrar em cartaz em outubro com “Fim de Jogo” de Samuel Beckett, no Espaço Caldeirão, no Butantã, em São Paulo. E também com a peça Jr. Peri Peri, em outubro. Saiba como chegar no espaço "Caldeirão" e conhecer as outras atividades deste espaço através do site: http://espacocaldeirao.tripod.com.
Hoje você desenvolve também esse trabalho para profissionais que estão de olho no mercado de palestras. Fale sobre isso - Grandes profissionais do esporte, da cultura e altos executivos querem dar palestras, mas não sabem por onde começar. Eu os oriento desde as primeiras idéias da palestra, passando pelo material usado para venda, direção de como se portarem em cena e acompanhamento das primeiras palestras até o trabalho ficar realmente sólido. Alguns clientes que me permitem citar: Gustavo Borges e Fernando Scherer (Xuxa).
Fale um pouco dos benefícios de uma palestra motivacional - O foco do meu trabalho é sempre na auto-estima. Como a maioria das pessoas está com a sua auto-estima em baixa por questões pessoais, financeiras, sociais e etc, o benefício está em mostrar que elevando a sua auto-estima ela pode reverter a maioria das situações negativas ou conquistar novos caminhos. Isso pode ajudar das seguintes formas: Vender mais; Trabalhar mais e melhor; Implantar novos projetos e até mesmo conquistar uma pessoa desejada.
Tudo isso depende da auto-estima elevada. Ninguém quer comprar, trabalhar com colaboradores, aceitar novas idéias ou namorar pessoas que estão sempre em posição de perdedor.
Como você aproximou tanto assim da arte mímica? Esse trabalho pode ajudar o ser humano em que aspectos? Comecei aos dezessete anos com cursos livres no Brasil e depois cursos fora do país. Participei do curso do Studio Magenia em Paris e já são vinte e três anos de mímica.
Esse trabalho pode ajudar muito. Eu trabalho sempre de forma temática voltada para o benefício da formação humana. Em meu site existe um trabalho que exemplifica a idéia. http://www.augustogomes.com.br/download.asp
Como são suas palestras? Pode nos falar resumidamente? As palestras são sempre dinâmicas, com humor e interação com o público todo o tempo. São sempre voltadas para o tema central do evento (briefing). Elas são feitas para motivarem clientes internos e externos. Uso técnicas relacionadas ao teatro, mímica e dinâmicas interativas focadas nos objetivos do evento. Palestras que valem à pena serem aplicadas em encontros nacionais, convenções de vendas, reuniões gerenciais, lançamento de produtos, confraternização e treinamento.

Nas fotos acima Augusto Gomes está atuando em uma das onze palestras que realizou na Nestlé para Convenção de Vendas e Programa Qualidade de Vida. Motivação para oito mil profissionais e em cena na peça Tartufo - Personagem: Madame Pernelle
Qual a opinião do perfil atual da maioria dos artistas brasileiros? Acredita que eles têm encarado a arte de frente? Qual o principal objetivo da arte? Criticar e corrigir. Neste sentido, muitos artistas tem colaborado com seus pensamentos. Colocar suas idéias com convicção nos trabalhos artísticos não é uma tarefa fácil. É necessário coragem. Isso nem sempre dá dinheiro. Divertir somente dá mais dinheiro. No entanto pode ser oco.
Comente sobre um fato engraçado ou inusitado que já aconteceu em uma de suas palestras - As palestras são sempre feitas em salas de convenções de grandes hotéis. Me contrataram para fazer uma palestra em lugar aberto. Logo no começo da palestra bateu um vento forte e levou tudo: papéis e adereços. Os penteados das mulheres se transformaram em algo indescritível. As saias não paravam no lugar. Os homens tentavam segurar seu material de trabalho. E dois muitos depois, choveu. Digno dos livros do Gabriel Garcia Marques.
Qual a principal estratégia de marketing para uma empresa brasileira em meio às crises do mercado? Voltarei ao foco do meu trabalho: auto-estima. O ser humano estando o mais equilibrado possível, motivado, focado em suas metas e tudo isso aparente aos olhos dos clientes, o sucesso é iminente.
Deixe uma mensagem aos leitores e fãs - Não há o que não se pode conseguir quando os objetivos são trabalhados com calma e verdade. Um forte abraço a todos!
Contato: www.augustogomes.com.br
Segunda-feira, Setembro 03, 2007
: :ALFREDO KALLES JR. ENTREVISTA ALBERTO TADEU: :
O Clube das Estrelas traz um super bate papo com o ator, bailarino e modelo Alberto Tadeu, dublador do programa Qual é a Música, do SBT. Ele já conta com uma multidão de fãs espalhados pelo Brasil e não esconde sua felicidade em relação ao reconhecimento. Esta fase de sua vida profissional tem uma atenção especial e todos que acompanham seu trabalho sabem que se trata de um jovem que tem um promissor futuro na carreira artística. A arte de interpretar e o mundo da dança são suas grandes paixões e a gente percebe que há muita disciplina empregada em seus trabalhos, os quais fazem até quem não o conhece aplaudi-lo fortemente. Na entrevista Tadeu Alberto fala de como é trabalhar com Silvio Santos, do ritmo das gravações no SBT e conta alguns segredos que até hoje muita gente não sabia. Confira nosso bate papo:
Como rolou esse lance de você entrar no Qual é a Música? O convite surgiu logo após o término de um dos programas apresentados por Silvio Santos, o 1° Campeonato de Danças, eu anteriormente já fazia parte do corpo de baile da emissora, atuando em diversos programas da casa, o convite veio da produção e então gravei um piloto pra terceira fase do programa antológico do SBT; o Qual é a Música. O piloto foi aprovado e então vieram as gravações, um dos meus maiores presentes deste ano.
<>O que você fazia antes de entrar para a dublagem da atração? São poucas as pessoas que sabem o que eu fazia antes de programa, bom, além de ator sou também bailarino profissional, estudei na tradicional escola municipal de bailados em São Paulo e a dança foi até então meu principal meio de trabalho. Atuei em grandes produções e shows de artistas conceituados no cenário nacional e internacional. Até hoje ainda consigo conciliar essa minha paixão com essa correria toda da minha carreira. Participo atualmente de shows que percorrem o país e também outros países junto ao cantor sertanejo Leonardo, na turnê de 2007, intitulada “De corpo e Alma”.
Você tem noção do quanto seu trabalho tem sido bem visto pelos brasileiros? Fico feliz pelo reconhecimento do meu trabalho e procuro faze-lo da melhor maneira possível, me entrego de corpo e alma ao que me proponho realizar e estar agradando as pessoas é meu termômetro, é ele quem indica a aceitação do público, e receber elogios quanto minhas atuações me traz a satisfação única de dever cumprido!

Como é o ritmo das gravações? Quanto tempo dura para o pessoal fazer aquele desenho artístico no seu rosto? Gravamos duas vezes por semana, de segundas e de quartas, sendo que as mesmas ocorrem numa tranquilidade e rapidez que nem se vê o tempo passar, é sem dúvida um lugar muito bom de trabalhar! Já em relação à “make”, ela é desenvolvida por um profissional específico (Beto França) e dependendo da complexidade e dos detalhes nas pinturas, leva-se muito tempo pra finalizá-las, (mais ou menos uma hora e meia pra cada desenho); chego no estúdio às oito da manhã pra começar a me maquiar e aguarda o início das gravações, que começam a partir das 11 horas.
Qual sua opinião sobre Silvio Santos? Silvio Santos pra mim representa a vitória de quem persiste em alcançar o que deseja, é prova viva de que tudo podemos se buscarmos com toda nossa determinação e coragem. É sem dúvida uma pessoa de fibra que tem minha total admiração e respeito, não só por ser o maior animador do país, mas também pela simplicidade existente que passei a conhecer durante as gravações do programa.
Tudo na vida não passa de momentos e a gente sabe que essa coisa linda que você tem vivido no SBT um dia vai passar. Quais os outros planos que você tem para dar seqüência à carreira artística? Momentos realmente lindos são esses vividos até hoje no SBT. Fiz amigos, dei muita risada, aprendi, fui reconhecido e elogiado, criticado também, mas isso apenas me faz crescer e me traz o entendimento de que melhorar é sempre possível e também necessário. Acredito que são essas coisas simples que levamos daqui, este é o nosso verdadeiro tesouro, os momentos bem vividos. Quero poder trabalhar ainda muito mais nessa emissora que me abriu as portas, tenho alguns projetos para o ano que vem, mas que ainda não posso comentar. Quero solidificar minha carreira de ator e realizar um sonho antigo de abrir minha própria produtora.
Que estilo de música você gosta de ouvir quando está só em casa? Sou bem eclético quanto aos gêneros musicais. Por ser bailarino aprendi a manter sempre os ouvidos abertos pra qualquer tipo de música, mas no meu cantinho, em casa não abro mão da boa e velha MPB, Elis Regina, Maria Bethânia, Milton Nascimento e Djavan têm um lugarzinho cativo no meu player. Já pra namorar Brian Mcknight é minha trilha favorita.
Deixe uma mensagem aos leitores e fãs: Quero deixar um grande beijo e todo meu carinho a vocês que acompanham meu trabalho e que torcem por mim. Aos meus fãs e amigos também, porque sem o apoio de todos vocês não conseguiria nada. Acredito no poder do pensamento positivo e no sentimento único e transformador, o Amor. Se cada um de nós enchermos nosso coração dele, e mentalizarmos a realização dos nossos mais íntimos desejos e o bem universal, o mundo enfim, será de paz e plena felicidade.
Terça-feira, Julho 03, 2007
: :ALFREDO KALLES JR. ENTREVISTA O ATOR RICARDO RAMORY: :
O Clube das Estrelas traz um super bate papo com o ator Ricardo Ramory, de 27 anos, intérprete do personagem Eduardo Trajano Queiroz na novela Maria Esperança. Ele cedeu uma entrevista exclusiva a este veículo e revelou muitos detalhes de sua participação na versão brasileira da novela Maria Mercedes. Ele faz parte de uma companhia de teatro no Rio de Janeiro, já trabalhou como modelo e agora curte o sucesso de seu primeiro protagonista na televisão. Na entrevista Ramory fala de como surgiu o convite de estrelar a novela no SBT, do assédio das fãs e ainda revela como está o seu coração atualmente. Confira nosso bate papo:

Como foi que surgiu o convite para atuar em Maria Esperança? Estava no Rio de Janeiro onde moro atualmente gravando a novela da Globo 'Cobras e Lagartos', fazia o 'Rubens', fotógrafo e repórter de uma revista. Quando acabaram as gravações da novela fui convidado para fazer um teste no SBT. Uma semana depois me chamaram novamente para fazer um segundo teste, já com os diretores da novela, em seguida uma leitura de texto , foi onde recebi na mesma hora a noticia de que faria o protagonista da novela. Foi uma grande surpresa pelo fato de que não tive nenhuma indicação e uma enorme satisfação protagonizar uma novela logo no início de minha carreira.
Fale um pouco da companhia de teatro que você faz parte: A companhia Duplô surgiu em 2002, na cidade de Porto Alegre, e hoje sua sede fica no Rio no Janeiro. Dirigida pela atriz Gabriela Linhares, a companhia dedica-se ao teatro contemporâneo com uma diretriz Artaudiana e uma forte linguagem corporal. A nossa companhia realizou dois espetáculos: 'Traição' e 'DeFlora-Te', ambos com sucesso de crítica e público realizados em RS, RJ, SP. Estamos em pesquisa para o próxima peça e preparando uma turnê com os espetáculos acima citados, aguardando um patrocínio para a realização deste.
Trabalhou por quanto tempo como modelo? Qual foi o trabalho mais interessante que já fez?Fui modelo durante quatro anos, 1998 à 2002, nessa época fiz muitos filmes publicitários, o que foi na verdade o que me deu um grande apoio para eu poder bancar minhas necessidades, meus desejos e minhas vontades, dentre elas o cinema, o teatro e algumas dívidas. Em uma época trabalhei também de garçom em um restaurante em São Paulo. Todos os trabalhos que fiz foram interessantes, porque cada um deles tiveram sua importância... Acho que o mais interessante era aquele que pagava melhor. (risos)
Você achou normal o fato dos capítulos da novela não serem veiculados previamente como de costume? Qual sua opinião? Quando assinei o contrato para esta obra com o SBT eles chegaram a comentar que a novela não teria o apoio de uma assessoria de imprensa, isso não foi um obstáculo e sim um desafio, como tudo sempre foi na minha vida. A novela no começo era entregue com um ponto de IBOPE e terminávamos com quatro, hoje ela começa com 7, 8 com picos de 14, graças ao grande trabalho que foi feito com muita determinação e seriedade, e o melhor é que superou as expectativas de toda a equipe e acredito que de todo grande público.

E sobre o assédio das fãs? O que mudou na sua vida em relação ao trabalho na novela do SBT? É um grande prazer ter o retorno das pessoas nas ruas, as divergências, a curiosidade, o carinho, o respeito, as diferentes sensações e emoções que o meu trabalho como ator causa nas pessoas e que reflete no meu próprio comportamento, isso faz com que eu cresça e aprenda cada vez mais.
Essa é uma dúvida de muitas mulheres brasileiras - Como anda seu coração? Vivo, vermelho, vibrante... Preenchido frente e verso!
Deixe uma mensagem aos leitores e fãs: 'A arte é fisiológica, quem não se expressa de alguma forma, morre afogado na própria saliva.' Ricardo Ramory
Segunda-feira, Junho 25, 2007
: :ALFREDO KALLES JR. ENTREVISTA BRENO PESSURNO: :
O Clube das Estrelas traz um super bate papo com o ator e cantor Breno Pessurno, do Rio de Janeiro. Ele tem opiniões formadas sobre a situação atual da cultura brasileira e se rende ao passado relembrando os estilos musicais que fizeram sucesso numa época e hoje causam sinestesia. Breno nos faz entender melhor os rumos que a arte e a cultura estão tomando neste país, e nos convida para uma análise sob seu ponto de vista como o grande artista que é para esta reflexão, a qual podemos saborear nessa entrevista que traz pouco de sua história. Confira nosso bate papo:
Como é esse lance de nascer dez anos depois do previsto? Pode explicar pra gente? Pelos movimentos culturais e pelo acesso menos impossível aos meios de comunicação explico melhor: O meu grande interesse musical é em música do final dos anos sessenta e até meados dos anos setenta. Isso quer dizer que sou atado a belas vozes, belos arranjos, e investigação de estilos. Sinto saudade de um tempo em que havia música de verdade, em que os cantores e atores tinham realmente qualidade. Na verdade, sinto que nasci 20 anos depois do previsto, isso sim... Devo ter perdido o elevador que me traria aqui pra baixo, e só pude pegar o próximo. E, você sabe, fora desta nossa dimensão terrena um segundo pode valer 20 anos aqui... podem me chamar de louco varrido, não me importo, creio demais nisso. Praticamente todos os cantores e cantoras que admiro tiveram seu 'boom' por esta época que menciono. E eu, como artista, perdi este movimento, eu amaria ter feito parte dele. Hoje em dia é praticamente impossível arte de qualidade ascender à cultura de massa. Se a cultura é um ciclo, acho que está parado. Não é possível o lixo que é ouvido e comprado hoje em dia, falando em mídia. Os empresários e produtores de arte nunca foram muito iluminados, e hoje em dia continuam pouco iluminados porém com muito mais medo do que antes, devido à crise sem precedente do mercado musical. O dia em que um deles for um artista, aí talvez tenhamos uma volta à qualidade, à decência.
Fale um pouco da regravação que fez com o sucesso dos anos 70 'Mammy Blue': Meus pais eram grande consumidores de música pop nos anos 70. Cresci ouvindo todos os LPs que eles tinham comprado antes de eu nascer e o que eles continuavam trazendo pra dentro de casa. Eu e meus dois irmãos passávamos horas brincando ao som de Frank Sinatra, Barbra Streisand, Diana Ross, Dionne Wawick, Burt Bacharach, Johnny Mathis, trilhas de novelas... Uma das muitas músicas marcantes da minha infância era um compacto simples de um cantor chamado Ricky Shayne, que bradava 'Mammy Blue' como um louco. Também era um dos temas da novela 'Bandeira 2', que eu ouvia sem parar. Me pareceu natural que uma das minhas primeiras gravações ingressando no mundo pop fosse este 'clássico'. Peguei 3 excelentes alunos de canto meus como côro e fui desenvolver os arranjos com este fantástico arranjador chamado Bruno Marques, que topou minha proposta estética.
Ator e cantor. Você crê atuando nessas duas áreas o artista fica mais completo? Sem dúvida... cantar é contar uma história. O Brasil está com uma grande lacuna no quesito intérprete masculino. Vemos cantores hoje em dia legais, propostas legais, mas aonde foi parar o canto? Aonde estão as vozes? Sei que existem grandes cantores fora da mídia, mas e aí? Estamos acostumando o Brasil a apreciar mediocridade vocal e musical... porquê? Podem até não gostar do jeito que eu canto, podem me criticar, me atacar, mas de canto eu entendo, dou aula de canto há 15 anos, não me venham dizer que falta de voz, esganiçamentos e desafinação é estilo. Qualquer pessoa que se interessar pode vir a desenvolver seu timbre e a cantar muito bem, mas os cantores não querem estudar, não querem se desenvolver. Um violonista estuda anos e anos para poder se firmar no cenário musical... Os cantores e cantoras acham que é só abrir a boca e confiar na afinação intuitiva. Não encaram a voz como um instrumento musical. O cantor que estuda automaticamente tem a necessidade de desenvolver seu lado ator, por causa das dinâmicas, das intensidades. Uma música é uma peça de teatro, com início, meio e fim.
Curte fazer teatro? Qual foi o maior desafio que você já encontrou em cima do palco? Adoro fazer teatro, mas não chega a ser uma paixão. A minha paixão é a música. Durante alguns anos fui somente ator, mas almejava sempre o canto. Decidi então parar de fazer teatro, foi aí que pude mergulhar neste mundo da voz como instrumento musical. Ano passado fui chamado para atuar na peça 'Bent', de Martin Sherman, que foi um grande sucesso no Rio e em São Paulo. A minha cena necessitava de um ator/cantor: eu entro em cena travestido, cantando uma música composta por mim em estilo cabaré dos 30, pois a peça se passa na Alemanha nazista. Aceitei pela chance de cantar em cena uma música minha. Este personagem é um grande desafio, pois entro completamente vestido de mulher, e aos poucos vou tirando este figurino e voltando ao estado masculino, ao mesmo tempo em que digo um texto pesadíssimo. Imagine só, a peça fala de homossexuais num campo de concentração... Agora em julho voltaremos aos palcos no teatro do Leblon, sala Tônia Carrero.

E sobre sua produtora? Como tem desenvolvido esse trabalho no Rio? Temos esta produtora de cinema, a 'Sinos Produções'. Estamos captando recursos para um longametragem sobre a obra da escritora mundialmente consagrada, Nélida Piñon. O nosso objetivo é tornar familiar aos brasileiros a obra de uma brasileira que eles não conhecem. Nélida é boicotada na mídia brasileira... Ela ganhou um dos maiores prêmios literários do mundo, o 'Príncipe de Astúrias', foi notícia na primeira página de jornais de toda a Europa, aqui foi um rodapé de uma pequenina coluna, nem chegou a 10 palavras. Ela acabou de ser homenageada na Espanha, puseram uma foto de 11 metros dela na fachada de um prédio. Aqui ninguém soube. Isso não é possível. Não é possível que este país esteja tão cego e surdo. Abriremos as mentes da nossa cultura de mídia para esta genial artista da palavra.... assim tentaremos. O filme é uma jornada pelos personagens de quase todos seus livros, estamos contando com a presença de alguns fantásticos atores e atrizes, os diretores Júlio Lellis e André Damin conversaram com Fernanda Montenegro, que foi muito simpática à idéia.
O que te irrita na cultura brasileira? É disto que eu sempre acabo falando: da falta de investimento em algo de mais qualidade. Nós estamos afundando num poço muito fundo, muito enlameado culturalmente. Rezo para Deus manter bem firme Maria Bethânia, Zizi Possi, Selma Reis, Gal Costa, Caetano Veloso, Cauby Peixoto, Ney Matogrosso, porquê Deus nos livre, se algo acontecer com eles, estaremos perdidos. Quem vai cantar como eles? Quem vai criar estilo como eles e uns pouquíssimos outros que não mencionei? Ouço rádio direto e não consigo mais distinguir as vozes. Quando é que vamos começar a estudar um pouquinho? Vamos parar de copiar quem já está estabelecido e criar uma identidade? A minha irritação também cai na televisão... esta sim é uma fábrica de besteiras e tolices... e já foi tão boa.... quanta bobagem, quanta asneira nas nossas televisões, que tristeza.
Como é sua relação com a música erudita? Minha mãe é cantora erudita, mas por motivos delicados, não seguiu carreira. Meu pai é afinadíssimo com uma voz naturalmente operística. Os dois sempre cantavam em casa. Comecei a me interessar no final da adolescência por ópera, foi aí que comecei a estudar, pois sentia esta necessidade de evolução vocal. Participei e dirigi algumas óperas, mas logo percebi que não era o que meu coração mandava, apesar de ter um belo exemplo dentro de casa. Amo Jessye Norman, mas a estética somente erudita começou a me irritar, os academicismos me irritavam. Ao fazer o curso de canto na UNIRIO, eu briguei com meu professor, pois eu queria quebrar o repertório e incluir canções da Broadway. Consegui...depois vários colegas meus do curso quiseram o mesmo privilégio, mas a música erudita é minha base para minha sonoridade, assim como o pop. Por isso os misturo...
Fale de sua admiração pela escritora Nélida Piñon: Tenho o privilégio de ser amigo íntimo deste gênio literário. Ela tem um extremo bom humor, é uma das pessoas mais inteligentes e sagazes que eu conheço, além de ser delicadíssima, que é coisa que aprecio. Por isto a 'Sinos Produções' tem como ponto de honra conseguir recursos para este filme. Temos que fazer o público e formadores de opinião entenderem um pouco porque o mundo aprecia tanto seus livros. É mais do que natural que este projeto tenha que acontecer.
Mande uma mensagem aos leitores e fãs de seu trabalho: Nélida um dia disse que todo dia alguém bate à sua porta e o convida a desistir., mas eu pretendo ficar bem velhinho e resistir. Se depender de mim, as pessoas vão ouvir uma proposta estética vocal e musical. Apesar da música pop americana ser uma das minhas paixões, acabei de gravar uma versão para 'O Segundo Sol', do Nando Reis e para 'Universo no teu Corpo', do Taiguara. Acho que estes dois compositores são personalíssimos. Taiguara cantava com a alma, assim como também vejo o Nando. As melodias me fascinam. Pretendo não desistir, espero que não desistam de mim. Um forte abraço!
Sexta-feira, Março 09, 2007
O Clube das Estrelas traz um super bate papo coma atriz e modelo Cida Marques, que relembra com saudades a época que trabalho do programa Companhia de Viagem, ao lado de Márcio Moraes. Ela revela algumas mudanças que aconteceram em sua vida nesses últimos anos e diz como está hoje. Cida trabalhou em várias emissoras e sempre foi notada pela exuberante beleza que tem. A linda loira, dona de belos seios fartos, já posou nua algumas vezes e não pensa repetir o ato depois de mudar por completo seu estilo de vida. Na entrevista Cida Marques fala das pessoas mais queridas por ela na televisão brasileira, fala do que aconteceu com a Igreja Renascer e ainda revela que está muito feliz nesta nova fase. Confira nossa entrevista:
Como está Cida Marques hoje? Tão feliz! Graças a Deus estou em paz, e quando a gente está assim tudo fica perfeito, muito lindo... Estou mais segura, mais mulher.
O que você fala da época em que apresentou o Cia. de Viagem? Foi muito bom trabalhar com o Mário Moraes. Apresentar o programa me deu uma oportunidade maravilhosa de ver e conhecer novas culturas.
Fale um pouco da igreja que tem freqüentado nos últimos tempos. Está sendo legal? Sou mais uma na multidão e a igreja tem feito muito bem pra mim. Encontrei o amor que sempre busquei em homens e em coisa materiais pra suprir o vazio e a solidão dentro de mim. Agora sou uma super mulher, cheia do Espírito Santo!
Você tem alguma opinião formada sobre o que aconteceu com os líderes da Igreja Renascer? De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra e até tudo o que esta encoberto, quer seja bom quer seja mau. (Eclesiastes 12: 13 ¿ 14)
Quem da televisão brasileira tem sua admiração sem medidas? Por quê? São muitos amigos na televisão... Fica muito difícil fazer escolha. Admiro muito o Márcio Moraes (que trabalha tanto pra manter o Companhia de Viagem), gosto da Adriane Galisteu (uma queridona, batalhadora sempre!), da Claudinha Pacheco (um amor de pessoa!), da Luciana Gimenez, Gilberto Barros, que é um fofo! E não posso me esquecer de Carlos Alberto de Nóbrega, que está fazendo humor há tanto tempo...
Você já fez teatro? Com qual ator de teatro você sonha atuar? Já atuei em algumas peças. Gostaria muito de atuar com Fernanda Montenegro, ela é maravilhosa!
Conta pra gente um dos seus segredinhos pra se manter bela: Cara, não tenho feito nada ultimamente... Nem academia, mas uso outra academia, um creminho, aliás, sou um creminho ambulante! (risos)
Qual foi seu trabalho inesquecível até hoje? Por quê sente saudades? O Companhia de Viagem, porque tinha uma química muito intensa com o Márcio Moraes, e também porque a cada programa era um país diferente, uma novidade, enfim, não tinha rotina... gostaria de fazer de novo... Sinto muita saudade!
Mande um recado aos leitores e fãs: Queridos leitores e fãs, amo todos vocês e espero que este papo possa nos aproximar mais. Muito obrigado e um grande abraço!
Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007
A Coluna Alfredo Júnior traz um super bate papo com Francisco Graça de Moura, um renomado profissional e Consultor de incontestável e notória especialização em ação comunitária, desenvolvimento de comunidades, organização social, planejamento participativo e gestão compartilhada, tendo adquirido grande parte desta sólida formação técnica e desta invejável bagagem profissional no exterior, onde freqüentou e conclui cursos pioneiros e inovadores. No exterior atuou como Professor convidado da Escuela Social de Madrid e do Departamento Espanhol da University of Aucland (Nova Zelândia), onde pronunciou conferências e ministrou seminários sobre ação comunitária e desenvolvimento de comunidades, com enfoque no Brasil e na América Latina, para professores, universitários e técnicos de organizações não-governamentais da Espanha e da Europa, além de técnicos e voluntários designados para atuar na cooperação internacional no Brasil e na América do Sul. Na entrevista Francisco Graça de Moura dá sua opinião sobre a pena de morte no Brasil, fala da pobreza no país e ainda fala de suas mais importantes obras de sucesso internacional. Confira nosso bate papo:
Há quanto tempo está à frente da FADESC? Assumi a Presidência da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Social e Comunitário - FADESC em 1997, para mudar radicalmente a metodologia de trabalho da instituição, adequando-a às demandas e transformações sociais emergentes.
Como tem sido desenvolvido o trabalho da entidade? A FADESC desenvolve o seu trabalho assessorando e instrumentalizando as entidades representativas da comunidade para que atuem de forma eficiente e eficaz, construindo parcerias e alianças estratégica com organização públicas e privadas, visando mobilizar as comunidades e as pessoas para o trabalho de promoção social, de luta contra a exclusão social e econômica e de resgate da cidadania. A FADESC atua basicamente na conscientização de que o maior recurso da comunidade são as pessoas, com seu valores, talentos e potencialidades, que precisam ser libertos.
Você acha que deveria haver a pena de morte no Brasil? Por quê? Não acredito que a eliminação da vida contribua para diminuir a criminalidade e a violência. A pena de morte é frontalmente contrária aos direitos humanos. O que devemos é rediscutir o modelo de sociedade que precisamos construir/reconstruir em nosso país, alicerçado, sobretudo, na recomposição dos laços e vínculos comunitários, no fortalecimento da família e dos seus valores essenciais na solidariedade e na responsabilidade social.
Que tipo de literatura você costuma ler no dia a dia? Um cientista social não pode se dar ao luxo de programar tipos de leitura e literatura para o dia a dia. Cada obra tem o seu momento, a sua oportunidade e a sua motivação.
Fale sobre os seus livros que foram sucesso: Os livros que escrevi e editei estão todos esgotados. Foram escritos e direcionados para aqueles que trabalham e militam na ação comunitária, no desenvolvimento comunitário e no planejamento social. Contudo, posso citar entre eles: ¿Pobreza e Desenvolvimento na América Latina¿ (esgotado); ¿Teoria do Desenvolvimento de Comunidades¿ (esgotado);¿Política Social e Ação Comunitária no Processo Democrático¿ (esgotado); ¿Ação Social, Voluntariado e Participação Comunitária¿ (esgotado); ¿La Cooperación Internacional Como Instrumento de Transformación Social¿ (editado em Madrid, Espanha); ¿Questiones Esenciales de la Acción Comunitária y de la Participación Popular em el Proceso de Desarrollo Social¿ (esgotado, editado em Madrid, Espanha); ¿Construção de Parcerias e Alianças Estratégicas¿ (editado pela Editora FUNCESI).
Será que temos saída para o pobreza no Brasil? Você já pensou nisso diante de seu trabalho desenvolvido no sul de Minas? O meu livro Pobreza e Desenvolvimento na América Latina demonstra cabalmente que existe saída para o grave problema da pobreza no Brasil e na América Latina. O meu trabalho no sul de Minas e especialmente em Varginha está voltado para a organização social das comunidades, capacitando-as para romper o ciclo da pobreza e da exclusão social através do resgate da cidadania, da economia solidária, do associativismo e do cooperativismo sociais, empreendedorismo da juventude e da redescoberta dos talentos e das capacidades das pessoas.
Como se sente sendo o homenageado especial com o Troféu Evidência 2007? Depois de vinte e sete anos de dedicação à causa do desenvolvimento social na cidade de Varginha, pela primeira vez o meu nome é lembrado para receber um Troféu dessa natureza. Acredito que o meu temperamento profundamente profissional e o meu distanciamento das fogueiras das vaidades talvez tenham contribuído para não ser agraciado com homenagens dessa natureza. Sinto-me feliz.
Segunda-feira, Outubro 23, 2006
Rafael Almeida - Não quero me apaixonar
Por Roberta Escansette - Revista Contigo
Fotos Marcelo Corrêa
Ator se diz encantado pela companheira de cena em Páginas da Vida, a atriz Pérola Faria, e relembra os momentos difíceis na infância, quando teve de vender sorvete na periferia de São Paulo.
Alguns poucos momentos de conversa com Rafael Almeida e percebemos traços de um romântico. Ele olha tímido. Deixa escapar frases. Diz que adora dar flores, levar para jantar. Apertamos e os 17 anos falam mais alto, mesmo agora que sua fama se espalhou pelo país, como o pianista Luciano na novela Páginas da Vida. Na TV, ele, na segunda fase da obra de Manoel Carlos, 73, se apaixonou pela bulímica Gisele, vivida por Pérola Faria, 15. Nosso aperto é para saber se o romance vai sair das telas para a vida real. Ele responde: Pérola é linda, maravilhosa. Tenho um carinho enorme por ela. Por enquanto, é um amor fraternal. Mas, o futuro, a Deus pertence.
Esse é um assunto que acende uma luz vermelha em Rafael, que está solteiro há um ano. Ele quer focar suas energias no trabalho: Fico bobão quando me apaixono, só penso na garota. Não quero me apaixonar, diz.
A conquista de uma vaga no elenco da trama da Globo é muito mais que um acontecimento corriqueiro, de sorte, na vida de Rafael de Araújo Almeida (28/5/1989). Para o ator, é uma forte guinada. Apaixonado pelas artes, ele nunca teve dinheiro para pagar seus estudos, muito menos aulas de piano - pelo contrário, tinha de pedir descontos nos colégios, lutar por bolsas como a de dança e ainda ajudava a sustentar sua família. Quando o pai, a mãe e as irmãs se mudaram de Brasília para São Paulo, ele, aos 7 anos, teve de vender sorvete na porta de uma favela na Vila Nova Cachoeirinha, periferia da cidade paulistana. Minha origem é muito humilde, mas sempre tive muita fé, conta o garoto, que não tem vergonha de assumir sua religiosidade, é devoto de santo Expedito e sonha em dar de presente uma capela para a mãe, a dona-de-casa Maria Aparecida de Almeida, 41. Confira os melhores momentos do papo.
Infância pobre
Quando chegamos a São Paulo, a vida de minha família foi de muito trabalho. Morávamos em lugares humildes e todo mundo trabalhava para ajudar em casa. Eu já vendi sorvete com o meu pai (o web designer Roberto de Almeida, 41) na porta de uma favela, em Vila Nova Cachoeira (periferia de São Paulo). Também já envelopei revista, trabalhei como digitador e, nas horas vagas, estudava música. Sempre tive muita fé que a situação ia melhorar. Nunca fui uma criança triste com a vida dura que tivemos. Pelo contrário. Eu ria muito, até quando mexiam comigo, por coisas bobas como quando me chamavam de Topo Gigio (o ratinho fantoche italiano que já teve programa na TV brasileira), porque tenho orelha de abano e sou magro (hoje, ele tem 64 quilos e 1,75 de altura).
Conquistador
Sou todo romântico. Fico bobão quando me apaixono. Só penso na garota e nada mais e sou do tipo que leva flores. Quando gosto de uma pessoa e não sou correspondido, tento conquistar e insisto. Por isso não quero me apaixonar. Quando eu tinha 16 anos, comecei a gostar de uma menina chamada Camila. Ela estava sentada numa rodinha de amigas e eu entrei no meio com o meu violão e comecei a tocar. Ela me olhou diferente. Ficamos juntos três meses e ela foi meu primeiro amor. Mas não foi com ela que perdi a virgindade, se é o que quer saber. Não vou falar quem é a pessoa nem como foi para não expor esse momento bonito que eu tive com ela. O que posso dizer é que foi muito bonito. Relacionamentos, eu gosto é dos sérios. Quando estou com uma garota, levo para conhecer a minha família. Ah, e vou logo avisando que minha irmã do meio, Roberta (20, estudante), é um pouco ciumenta (risos).
Par romântico
A primeira vez que encontrei com Pérola (atriz com quem contracena em Páginas da Vida) foi nos testes para a novela. Fiquei encantado. Realmente nós temos uma química ótima vivendo Luciano e Gisele. Pérola é linda, maravilhosa. Tenho um carinho enorme por ela. Por enquanto, é um amor fraternal. Mas, o futuro, a Deus pertence.
Cunhado do diretor
Na novela ninguém me trata diferente porque sou cunhado do diretor (Jayme Monjardim, 50, que namora sua irmã, a cantora Tânia Mara, 23). Ele me avisou do teste para o personagem no começo deste ano. Eu fui, enfrentei fila, toquei piano, cantei e dancei (ele também toca violão, guitarra e gaita. O pai, Roberto, foi o grande incentivador para o ator enveredar pelas artes. Ele deu um teclado para o filho, aos 6 anos). Quem viu o meu teste não foi ele, foi Teresa Lampréia. Depois, tive de esperar para saber a resposta - Jayme não me antecipou nada. Manoel Carlos (autor da novela) viu o material, gostou e comentou que o escolhido tinha sido eu. No trabalho, levo bronca do Jayme como qualquer ator. Renata Sorrah (59), que é minha mãe na novela, me dá a maior força. É uma pessoa que me ajuda muito.
Devoção
Sou muito ligado à minha família. Converso sobre tudo com eles, que vieram comigo para o Rio, por causa da novela. Sobre sexo, prefiro conversar com minha mãe, porque ela é mais emocional, assim como eu. Ela é minha grande tutora. Ela me ensinou a rezar. Sou católico e fiz a primeira comunhão quando criança, e na minha casa tem um cantinho para os santos da minha mãe. O meu é Santo Expedito (padroeiro das causas justas e urgentes. Na infância, Rafael conta que escapou de um atropelamento e em seu bolso havia um santinho de seu protetor, que sua mãe havia colocado sem ele saber). Um dos meus sonhos é construir uma capela para minha mãe. Com minha irmã Mara, costumo compor e temos uma ótima sintonia musical. Talvez até coloque alguma coisa nossa no meu CD, que devo lançar em breve.
Dançarino
Minha irmã Mara foi quem me levou pela primeira vez para dançar salsa, na Xcaret Bar, em São Paulo. Achei uma programação meio estranha. Eu tinha 15 anos, mas aceitei o convite e acabei me apaixonando. Comecei a fazer aulas na Companhia Terra, que minha irmã já participava, e fui ficando cada vez mais magro (risos). Depois de um ano e meio de treino, tomei coragem e fui para a minha primeira balada, na boate Buena Vista, em São Paulo. Não fiquei com vergonha de tomar a iniciativa e chamar as meninas para dançar. Achei ótimo ter entrado a salsa como uma das coisas que o meu personagem, Luciano, sabe fazer. Caiu como uma luva, porque eu acabo vivendo um pouco do que sou na vida real.
Bate-bola musical
>> Uma nota dentro: Estudar dança, música e teatro.
>> O que te toca na vida: Minha família.
>> Uma música preferida: Mais uma Vez, do Legião Urbana. A letra diz que quem acredita sempre alcança.
>> A primeira música que se apaixonou: Quase Sem Querer, do Legião Urbana (sobre um sujeito indeciso na vida que encontra alguém que o entende).
>> Um ídolo na música: Vou dizer dois, o Fábio Jr. e o Jamie Cullum (cantor e pianista inglês).
>> um disco para jogar pela janela: Talvez um de música eletrônica... acho (risos).
Quinta-feira, Setembro 28, 2006
O Clube das Estrelas traz um super bate papo com a apresentadora Cláudia Pacheco, da Rede Mulher. Ela está à frente do programa Mulheres em Foco e tem colhidos dos frutos de seu talentoso trabalho ligada à informação de qualidade. Sua carreira é tida como orgulho para muitos colegas de trabalho e amigos que também conhecem sua ótima postura na comunicação brasileira. Cláudia assumiu com sucesso o programa da Rede Mulher há alguns anos e tem agradado fortemente os telespectadores da emissora. Na entrevista ela fala do processo de estruturação do Mulheres em Foco, dos momentos marcantes do programa e também conta quais seus segredos para se manter bela. Confira nosso bate papo:
Como surgiu a idéia de trazer o Mulheres em Foco para o público? Entrei na Rede Mulher em 2003 para substituir a Sula Miranda, que havia deixado a emissora. Na época mantivemos muitos temas e assuntos que já existiam com ela e fomos aos poucos imprimindo nossa marca no programa. Começamos pela mudança do nome do programa, entitulado Mulheres em Foco, onde a equipe técnica e produção poderiam e podem em qualquer momento participar do programa, falar comigo, enfim, com muita descontração, que é a tônica do programa.
Qual o verdadeiro segredo de sua beleza? Segredo de beleza!! Faço musculação três vezes por semana, faço esteira em casa em dias alternados e dou minhas corridinhas. Mantenho uma alimentação equilibrada durante a semana e nos finais de semana acabo me esbaldando sim, mas sem exageros. Quanto à pele, tenho evitado tomar sol e uso cremes específicos prescritos pelo meu médico cirurgião. No mais, acredito muito que quando estamos bem conosco mesmo, acabamos irradiando isso para os outros.
Tem algum momento muito especial que você viveu nesses anos estando à frente do Mulheres em Foco? Pode nos falar? Tive vários momentos especiais na Rede Mulher, o meu primeiro aniversário na casa foi bárbaro, pois sem saber de nada a produção levou toda a minha família ao programa; fez vários vídeos com depoimentos emocionantes de amigos e irmãos e foi colocando tudo no ar. Chorei muito, foi lindo demais!!!

Fale um pouco sobre o trabalho de sua produção na Rede Mulher: Minha participação na produção é total, vejo as pautas que são marcadas(aliás confio muito na minha produção e sei que eles fazem o melhor pelo programa), dou idéias, sugestões, sempre conversamos sobre tudo o que acontece, dos convidados ao conteúdo do que vamos mostrar, total democracia e respeito mesmo!!!
Como é a Cláudia Pacheco por trás da câmeras? Atrás das câmeras sou muito parecida como que sou na frente delas. Bagunceira, falante, sempre brincando com minha equipe. Talvez em determinadas situações, mais tímida, uma marca minha por sinal e que a TV me ajuda a superar.
Você já se irritou com algum entrevistado? Como a gente pode sair dessas situações embaraçosas? Na boa, me irritar com convidado nunca aconteceu (acho que é porque nunca entrevistei políticos). (risos) Pode acontecer de um convidado não dar uma resposta muito convincente e você acabar contornando até obter dele o que interessa, mas sempre com tranqüilidade, sem stress.
Escolheria o amor ou o poder? Por quê? Escolheria o amor sem sombra de dúvida, pois o poder é ilusório e efêmero. O amor não, ele é da alma e é o que levamos conosco desta vida.
Deixe uma mensagem aos leitores: Nesses tempos difíceis que vivemos no mundo de uma forma geral, procurem se espiritualizar cada vez mais, não ter tanto apego à matéria, às coisas efêmeras . Saber qual a nossa missão de vida, o que viemos fazer aqui e procurar cumpri-la da melhor forma possível! Ter muita fé em Deus e saber que com ele em nossas vidas é bem mais tranqüilo viver, além de termos forças para enfrentarmos nossos problemas. Deixo um grande abraço a todos e o meu muitíssimo obrigada pelo carinho e apoio recebido de vocês!
Terça-feira, Setembro 19, 2006
: :ENTREVISTA MARJORIE ESTIANO: :
Fonte: Home Páginas da Vida
A responsabilidade que Marina tão jovem já carrega para si por obrigação, Marjorie Estiano conquistou por opção. Felizmente, não foi um caso de doença na família que fez a intérprete de uma filha de pai alcoólatra sair debaixo das asas dos pais. Mas a persistência de ir atrás do que ela realmente sonhava para si. Aos 18 anos, esta atriz que hoje tem 24 deixou a casa onde morava em Curitiba para trabalhar e estudar. E deu no que deu! Além do sucesso nas telas da TV, ela também já despontou na carreira de cantora. Mas, por enquanto, Marjorie se dedica a Páginas da Vida e, na entrevista abaixo, ela se abre num perfil, fala sobre o novo CD e revela um pouco sobre o que pensa do drama da personagem.
Marina inverteu os papéis e cuida do pai alcoólatra. Você teria a mesma fibra e força de vontade que ela numa situação semelhante? A gente só sabe do que é capaz quando é seu pai ou sua mãe. E, geralmente, se surpreende muito com si mesmo. Numa situação hipotética, se eu achasse que meu pai humilhou minha mãe ou fez algo que eu considerasse nocivo e ficasse muito abalada com isso, é provável que eu tivesse a mesma atitude da Marina. Mas essa é só uma idéia do que acho que poderia ser a minha reação.
Qual a sua posição em relação à bebida? Pra tudo na vida você precisa ter moderação e equilíbrio. Você pode fazer qualquer coisa virar uma doença. Lavar as mãos pode se tornar obsessivo se você lavar uma, duas, três vezes em pouco tempo. Enfim, com a bebida deve-se ter muito cuidado porque você não expõe só a si, mas a todas as pessoas que estão à sua volta, conhecidas ou não, como no trânsito, por exemplo.
Marina segura uma barra que raramente se vê em meninas da idade dela. Você também se considera uma pessoa responsável? Acho que sim. Na verdade, a maturidade muitas vezes vem de acordo com a experiência de vida que você tem. Às vezes você é obrigado a amadurecer mais cedo, cresce na marra mesmo. A Marina é um exemplo desses, mas talvez não por escolha dela. Eu tive essa escolha. O fato de eu ter saído de casa com 18 anos pra buscar o que queria me fez ter mais responsabilidade para com aquilo tudo a que estava me propondo. Propus ao meu pai: Vou pra outra cidade estudar e trabalhar. Sentia-me com uma responsabilidade ali. Devendo alguma coisa a mim e a ele.
O que você trouxe do que você era quando adolescente pra interpretar a Marina? Eu tinha medo de tentar fazer uma menina de 15 anos e acabar caindo num estereótipo. A Rossela (Terranova, instrutora de dramaturgia) trabalhou muito isso comigo. Ela disse: Pegue uma foto sua, de quando você tinha 15 anos, e olhe nos seus olhos. Tente ver as experiências que você teve e quais eram os seus objetivos, seus desejos e as coisas que você ainda não tinha vivido. Vi como era mais desprovida de qualquer defesa, muito mais aberta e sensível às coisas que acontecem. É uma alegria mais espontânea: de não ter um horário ou um compromisso.
Quarta-feira, Setembro 13, 2006
O Clube das Estrelas traz um super bate papo com a atriz Fabiana Karla, que atualmente brilha com a personagem Gislaine, no Zorra Total. Ela fez o público brasileiro cair na graça do bordão Isso não te pertence mais e faz muita gente dar risada com as aulas para os ricos que ficaram pobres no famoso quadro do humorístico. Fabiana está em cartaz com a peça Balaio de Gatos, em São Paulo e afirma estar feliz com seu trabalho na televisão brasileira. A atriz é dona de uma serenidade enorme e dá valor às raízes. Tem um carinho especial por Pernambuco, sua terra. Na entrevista Fabiana Karla fala da carreira, de seu carinho por Chico Anysio e ainda fala dos desafios encontrados nessa profissão. Confira nosso bate papo:
Todo personagem significa transpor um ou outro desafio na carreira da gente. Você pode nos falar qual foi o melhor desafio para dar vida à personagem Gislaine, de Zorra Total? O melhor desafio foi dar graça ao bordão ISSO NÃO TE PERTENCE MAIS para cair na graça do público.
Tem vontade de fazer outras novelas? Tem surgido muitos convites? Os convites são sempre bem vindos, mas para sair do ZORRA TOTAL, onde faço um personagem de destaque, para fazer um papel secundário em alguma novela, Isso não me pertence mais! (risos)
Fale um pouco de sua participação na peça Balaio de Gatos: A peça para mim é como se fosse um filho, pois eu to no palco atuando e meu marido Samuel Petroti está produzindo. É uma peça leve, inteligente, engraçada e divertida. Por onde passamos as pessoas amaram. Já apresentamos em Macaé, Niterói, Natal. João Pessoa e agora estamos em cartaz em São Paulo no Teatro Brigadeiro até outubro, depois vamos continuar viajando pelo Brasil.
Como é a Fabiana Karla por trás das câmeras? Uma pessoa simples, amiga, mãe e que gosta muito de trabalhar.
Você é uma mulher muita vaidosa? Sim, adoro estar cheirosa, de unha feita, cabelo arrumado, isso é básico para mim.

Fabiana Karla é uma atriz prestigiada por muitos brasileiros e cativa a todos com sua expressão de uma mulher decidida e marcada para o sucesso.
Que humorista brasileiro é referência sua carreira? Por quê? Chico Anysio, por ter alegrado a minha infância com o leque de personagens que ele tem. Isso me deixava fascinada e despertava em mim a vontade de fazer igual.
Outro dia vi uma matéria onde você falava da saudade da sua terra. Valeu a pena? Por quê? Meu avô dizia que a gente tem que correr para onde a água dá. Valeu a pena sim, corri atrás do meu sonho. Mas nunca esqueço das minhas raízes e das pessoas que deixei em Pernambuco.
Você escolheria o amor ou o poder? Por quê? O amor. Quer poder maior? (risos).
Mande um recado aos leitores da coluna: Agradeço o carinho e desejo que todos realizem seus sonhos sem perder a sua essência, estejam onde estiver.
Fique por dentro da carreira da atriz através do portal www.fabianakarla.com.br
Agradecimento especial ao ator Jorge Elali.
Quinta-feira, Agosto 31, 2006
O Clube das Estrelas traz um super bate papo com o colunista Ovadia Saadia, presidente em exercício da APACOS - Associação Paulista de Colunistas Sociais. Ele é um dos profissionais da área mais aplaudidos e bem vistos de todo o país. Seu trabalho é tido como referência para centenas de colunistas pelo Brasil afora. OS é do Egito e confessa um grande amor pelo Brasil e uma queda pelo mundo de glamour do colunismo social. É o colunista mais badalado da sociedade paulistana e tem o carinho de importantes personalidades do país. Assina várias colunas sociais em veículos e demonstra que sabe usar sua inteligência, capacidade e categoria nesta área onde o requinte e sucesso são fundamentais. Na entrevista Ovadia Saadia fala das suas badaladas entrevistas nos Estados Unidos, de sua amizade com Amaury Jr. e ainda faz a sua escolha entre o amor e o poder. Confira nosso bate papo:
Qual é a sensação de ser visto como um dos mais importantes comunicadores do Brasil? Quando você está no meio da loucura do dia-a-dia, nem dá para sentir. Isso você só vai lembrar lá na frente, quando não estiver mais na roda viva. Aconteceu comigo nos anos 1980, quando eu era um dos reis da noite paulista; na época eu não percebia nada; hoje tenho saudade de uma São Paulo glamurosa, em que as pessoas iam ao Gallery, ao Trump, ao Régine¿s, ao Hipoppotamus todos os dias da semana... bem, já faz parte do século passado...
Como e quando surgiu o seu interesse pelo colunismo social? Na verdade, desde pequenino eu escrevia sobre os filmes, via, anotava e guardava com vergonha! Sempre li tudo em pé nas bancas. Recortava fotos, colecionava. Como nos anos 70 meu pai foi uma das vítimas da quebra da bolsa de valores em São Paulo, os anos foram muito duros que se seguiram; eu resolvi que viveria num outro mundo, bem mais cheio de pessoas interessantes, cultas, poderosas. Mas trabalhei até 1999 nos escritórios comerciais da família. Acho que foi tempo demais.
Em sua opinião qual o maior desafio de quem trabalha com comunicação no Brasil? O conflito de interesses, o mau-caratismo generalizado que domina esta área. Inveja, corrupção; mas até 1998 eu tinha o respaldo familiar e me sentia protegido de tudo isso. Sobrevivi a histórias inacreditáveis neste sentido! Costumo dizer: o glamour compensa. Quando entrei em 2002 na suíte 202 do Plaza Athenée, de Paris, pensei comigo mesmo que momentos assim valeriam os anos de martírios diversos.
Como é realizado seu trabalho estando à frente da Associação Paulista de Colunistas Sociais? O meu escritório central da minha empresa, a SADEXPLUS comunicações diariamente se ocupa de tudo, manda boletins, conversa, faz planos, organiza as coisas. Nisso o advento do telefone celular é mágico!

Como é sua relação com o apresentador Amaury Jr.? Na semana passada estivemos juntos no jantar que a Rosy Verdi ofereceu para a neta. Ele é muito bem humorado e está sempre ligado. Um dia meu pai o viu no hotel Tamoyo de Lindóia e disse: esse rapaz tem carisma e um futuro brilhante. Era 1982. Meu pai era assim. Previa as coisas.
É mais complicado ser colunista ou ser um empresário de sucesso? Por quê? Ser colunista é gostoso! Empresário é terrível: funcionários, impostos, reuniões, cobrança, pressões. Um saco! Só sou empresário pelo dinheiro. Só trabalhei dos 13 aos 37 no comércio por absoluta necessidade de sobrevivência.
Você escolheria o amor ou o poder? Por quê? Até os 40 eu troquei o amor pelo poder; agora aos 42, eu optei pelo amor. São fases da vida. Eu tinha tanto amor de meus pais e dava tanto amor a eles que não precisava de ninguém. Mas ninguém é uma ilha, já dizia o poeta...
Qual colunista brasileiro é visto como referência aos seus olhos? Não tem um, são muitos; uma mescla do presente e do passado. Leio todo dia o querido César Giobbi e o Carlos Hee (mesma coluna); mas gostei do Zózimo, do Ibrahim (que gritava comigo na porta do Régines, do Rio...), do Tavares, da Alik Kostakis, Da Maria Aparecida.Tem os do interior: o José Luiz de Souza, o Hang é ótimo; temos grandes talentos. O Willy, o Olavo, são tantos.
Pode falar um pouco de suas experiências profissionais nos Estados Unidos? Foi gostoso se envolver com a mídia internacional? Foi maravilhoso. Entrevistar a Julie Andrews, andar por Los Angeles, Las Vegas, Lake Tahoe, Nova Iorque. Estive com Brooke Shields, Elizabeth Taylor, Michael Jackson e Júlio Iglesias. Se não tivesse as fotos, eu mesmo não acreditaria. Quase que nunca mais voltei dos EUA. Foi a doença da minha mãe que me trouxe de volta.
O que você acha do perfil atual da Revista Veja? OK, muita coisa é tendenciosa, mas não dá para negar que é a revista que a gente leu a vida toda e é feita de uma maneira tão sedutora e inteligente que eu continuo tirando o chapéu toda semana para Editora Abril. Aliás, trabalhei um tempo na Vejinha SP e foi ótimo, enriquecedor.
Em qual candidato você aposta nestas eleições? Você se considera um homem político ao extremo? Sabe, eu não me naturalizei ainda brasileiro e estou aguardando o OK final do Ministério da Justiça em Brasília. Já moro há 40 anos no Brasil! Aproveito sua coluna para fazer um apelo Brasília para que saia minha naturalização! Nasci no Egito, em Alexandria; fui registrado pelo governo Libanês, devido à expulsão de meus pais (judeus) do país por Nasser.
Dia desses li que está aumentando o número de colunistas no Brasil. Até que ponto isso favorece a sociedade brasileira? No aumento de informações; você lê mais coisas interessantes numa coluna do que em todo jornal.
Que dica você dá para os colunistas iniciantes que sonham com o reconhecimento? Só o tempo traz a sabedoria; que devorem livros, jornais e revistas. Que façam muita pesquisa para não fazerem as idiotices que eu fiz.
Em quais veículos os leitores podem acompanhar seu trabalho? No meu site (www.ovadiasaadia.com.br); na Revista Go Where São Paulo; na Revista Flash toda semana; nos Jornais JBA TOP a coluna Encontros Notáveis todas as semanas; idem o jornal jurídico Diário de Notícias. Em dois anos irei lançar meu livro de memórias Rápido, antes que eu me esqueça, onde vou contar quase tudo. O forte vão ser as fotos.
Mande um recado aos leitores da coluna: Agradeçam todo dia por existir Internet, celular, Orkut e sei lá mais quê. Até ontem já foi bem mais difícil! E como! Outra coisa: a gente nunca sabe nada, a gente nunca entende muito de nada. Todo dia é um novo recomeço. O respeito ao próximo e amor ao que te cerca é o segredo de tudo. O mundo a gente não vai consertar nunca. Mas o que está ao seu lado, sim. Um grande abraço!
Segunda-feira, Agosto 28, 2006
O Clube das Estrelas traz um super bate papo com o cantor Marcos Rivero, um talento que desponta no cenário pop rock nacional. No lançamento de seu primeiro cd, a música Quem Eu Quero Acordar entrou na programação de diversas rádios por todo o país. E foi bem recebida, se tornando uma das mais pedidas..Com uma bagagem musical vasta, Marcos fez parte de outras bandas e já teve músicas lançadas em coletâneas no Estados Unidos. Agora em carreira solo traz um trabalho autoral em sintonia com os tempos atuais, e a cada dia seu talento é reconhecido por mais pessoas. Com isso vem recebendo uma atenção maior da mídia, e no mês de julho já estão agendadas participações em diversos programas de televisão. Na entrevista Rivero fala do novo CD, de sua admiração pelo cantor Paulinho Moska e também fala da atuação da Legião Urbana no cenário musical atual. Confira nosso bate papo:
Quando e como você decidiu que o seu negócio era música? Meu pai, (já falecido), que era um apaixonado pelas artes, e em especial pela música Me matriculou numa escola de música aos 3 anos de idade. Portanto não tive como escapar.... a música se tornou parte integrante da minha vida desde muito cedo. E desde então, não consigo me imaginar fazendo outra coisa.
Tem algum cantor do passado que você sente que foi esquecido pela mídia e gostaria que o público valorizasse mais? Por quê? Não diria do passado... mas o Paulinho Moska é pra mim um dos melhores compositores de sua geração, além de grande cantor e instrumentista. É uma pena que seu trabalho seja pouco difundido.
Fale um pouco deste CD que você acabou de apresentar aos fãs: Eu vim do rock. É, sem dúvida, a minha maior influência musical em termos de estilo. No caso deste CD eu pude explorar um outro lado que também sempre esteve presente, que é O pop. Então, baladas românticas, músicas dançantes e o pop rock estão presentes Neste CD, convivendo harmoniosamente. São músicas com um apelo melódico muito grande, daquelas que você ouve e sai cantando. Foi um trabalho feito com muito carinho. Participo também como produtor deste CD e escolhi a dedo os músicos e parceiros de composição Que poderiam contribuir significativamente para chegar ao resultado final que tinha em mente. Músicos conhecidos nacionalmente como Sérgio Melo (baterista: ex- Ana Carolina, Paulo Ricardo, etc... e atualmente com Pepeu Gomes), Ézio Filho (baixista de Zélia Duncan), Fernando Vidal (guitarrista de Marina Lima, Fernanda Abreu, etc...) e outros tantos. Mas falar de um CD, qualquer que seja, não é tão interessante. Melhor é ouvir! Afinal, a música fala por si só.
Ser cantor no Brasil é fácil? Por quê? Fácil? Acho que ser artista, de uma maneira geral, no Brasil, não é nada fácil! Um país sem educação como o nosso, onde o ensino é precário, os professores são mal remunerados e a escassa verba destinada ao setor se perde no meio do caminho, não pode gerar um público consumidor e apreciador de arte como em países onde a educação é tratada com seriedade. Sem educação, o povo perde a principal ferramenta de inserção social, cultural e econômica dos tempos atuais: o conhecimento. Portanto, sobreviver de arte no nosso país é uma tarefa difícil. Além disso, tem outros problemas ligados à sobrevivência do artista em seu meio: o pagamento do famoso jabá pra ter seu trabalho executado pelas rádios (salvo algumas raras exceções); a pirataria; a confusa situação mercadológica atual, com uma mudança significativa em relação às formas de divulgação de um trabalho, etc... Pra ser artista no Brasil só mesmo sendo um apaixonado pela sua arte ou maluco. Ou quem sabe os dois!

Que tipo de programa você curte assistir na televisão brasileira? Gosto bastante de programas de entrevista em geral, programas sobre gastronomia, viagens, etc... Mas também gosto de coisas totalmente diferentes: programas de lutas, como Vale-Tudo e alguns reality shows.
O que você acha do trabalho que a equipe do Raul Gil tem feito em revela novos talentos? Assisti o programa poucas vezes. Mas acho importante que existam programas como este. O artista sempre precisa de espaço pra mostrar seu trabalho, e a TV é sem dúvida um meio de muito impacto e alcance. Seria interessante ter outros programas assim em outras emissoras e se possível, em formatos mais abrangentes em termos de estilo e linguagem.
Você escolheria o amor ou o poder? Não são coisas excludentes. Quando estou no palco, fazendo o que mais gosto, Essas duas forças estão presentes. Faço com amor e recebo de volta uma energia inexplicável, que me motiva a continuar cantando e compondo. E isso é uma coisa poderosa, não acha?
O que você mais gosta de fazer quando está só em casa? Sou muito caseiro. Gosto de ver bons filmes e diversos programas na televisão, ouvir música, cozinhar (ainda em fase de muitos erros e alguns acertos), comer e beber (é claro), dar uma fuçada na Internet e ler.
Como você define a atuação da Legião Urbana na história da música brasileira? Acho que teve um papel importante na história da música brasileira graças, principalmente, ao talento do Renato Russo como letrista e à sua sensibilidade em perceber e retratar o universo dos jovens de sua geração.
Mande um recado aos leitores da coluna: O recado é simples e direto: visitem www.marcosrivero.com.br Ouçam as músicas, assistam o videoclipe e se gostarem - comprem o CD! E exercitem a sua liberdade de expressão: opinem, critiquem, elogiem... enfim, deixem lá seus recados! Um grande beijo a todos os leitores desta coluna! Espero encontrar vocês num próximo show.... aguardem!
Quinta-feira, Agosto 24, 2006
: :Adriana Esteves - Pronta para a chegada de outro menino: :
Por Serena Calejon - Revista Contigo
Foto: Cíntia Sanchez
Adriana é abraçada pelo marido, Vladimir, durante a pré-estréia do filme Trair e Coçar É Só Começar, na segunda-feira (14)Aos oito meses de gestação, a atriz não pára. Enquanto o segundo filho não chega, ela circula para divulgar seu filme, Trair e Coçar É Só Começar.
Todos do elenco já haviam entrado na sala onde aconteceria a entrevista sobre o filme Trair e Coçar É Só Começar, no hotel Crowne Plaza, zona sul de São Paulo, na manhã de segunda-feira (14). Mas onde estavam todas as mulheres? No banheiro, cercando a grávida do momento, Adriana Esteves, 36 anos.
A protagonista do filme chegou de salto alto, toda sorridente e animada. Enfrentou 40 minutos de avião com um barrigão de quase oito meses, mas esse tem sido sua rotina: trabalho, trabalho, trabalho. Mais à noite, o marido, o ator Vladimir Brichta, 30, a acompanhou na pré-estréia do filme e, no dia seguinte, as mesmas tarefas no Rio de Janeiro.
Correria o tempo todo
Durante as seis semanas de filmagens da comédia, já com 21 dias de gravidez, Adriana não baixou a bola. Adaptou o figurino que estava apertado, pediu um cardápio especial e chupou muito gelo para diminuir o enjôo. Eu sou muito 'pau pra toda obra'. Não sou de fazer corpo mole, não, disse pouco depois, em uma conversa exclusiva com Contigo!.
É o quarto longa-metragem da atriz (fez As Meninas, em 1995, Tiradentes e O Trapalhão e a Luz Azul, ambos em 1999) e em Trair e Coçar É Só Começar faz uma doméstica desastrada, Olímpia. Fora das telas, vai ser o terceiro filho do casal Adriana e Vladimir. O primeiro e mais novo é Felipe, 6, fruto do casamento dela com o ator Marco Ricca, 43. A segunda é Agnes, 8, filha de Vladimir com a cantora Gena Ribeiro, morta em 1999. O quarteto, no fundo, torcia por mais um garoto - e, sim, será um menino, como ela nos conta na entrevista a seguir.
Você ficou feliz quando soube o sexo do bebê?Muito! A torcida lá em casa era por homem. Agnes queria um menino. Felipe queria um menino. Vlad já tinha uma menina... não que ele torcesse descaradamente por um menino, mas... (risos).
Você está preparando os irmãos para a chegada do bebê? Como eles têm uma boa diferença de idade é mais fácil. Eu vejo amigas que têm filhos de 2 anos, estão grávidas de novo e é bem mais difícil. Agnes e Felipe estão numa fase em que pediram um irmão. No dia que descobrimos que era um menino, Felipe disse pra mim: Eu sou mesmo muito sortudo, mãe. Eu pedi e veio (risos).
Eles estão curtindo a gravidez com você? Ah, sim! E se curtem muito entre eles, como irmãos. É um grande presente eles se darem tão bem. E dizem o seguinte: Quando a gente ainda não era irmão... (risos). É como se eles tivessem virado irmãos a partir do momento em que eu casei! Antes, quando a mãe e o pai estavam namorando, eles não eram irmãos. Foi um casamento familiar (risos).
Vocês já estão pensando em nomes?Já, mas eu não falo ainda porque não temos certeza do nome.
Sabia da gravidez no início das filmagens? Quando fui convidada para fazer o filme não estava. Engravidei entre o convite e o começo das filmagens. Avisei ao Moacyr (Góes, diretor) e ele topou assim mesmo. Foi ótimo porque se tivesse engravidado dois meses antes eu não teria feito o filme.
Como foi filmar grávida? Tivemos de adaptar meu figurino um pouquinho, pois uma ou outra roupa estava meio apertada. Ganhei refeições especiais e sempre tinha gelo para eu chupar, para diminuir o enjôo. Enjoei muito nas filmagem.
Você consegue notar diferenças entre esta gravidez e a anterior? As diferenças são enormes, são sete anos. Na primeira gravidez eu parei de trabalhar. Agora eu não parei e me senti muito mais estimulada. Parece que o filho me deu mais orgulho, mais prazer de fazer essa personagem.
Você tem uma relação com sua babá e sua empregada como no filme? Elas acabam virando minha família. A ponto de, se bobear, minha mãe ter ciúme da minha empregada (risos). E depois que a gente tem filho, ainda tem a babá! E a loucura quando você tem mais de uma pessoa trabalhando... A babá fica mais dentro de casa, fica mais com você, aí rola ciúme entre as duas. E eu fico muito íntima, vira minha família.
Terça-feira, Agosto 01, 2006
O Clube das Estrelas traz um super bate papo com o empresário artístico Rafael Zaia, que além de ser querido no meio é uma das revelações dessa área que conta com talentosos profissionais. Ele atua oferecendo suporte a modelos, atores e cantores, e recebe os aplausos pelo trabalho sério realizado conduzindo brilhantes carreiras. Zaia é muito competente e é muito admirado por colegas da imprensa, os quais valorizam sua atuação e otimizam sua capacidade de cuidar da imagem das estrelas. Na entrevista o empresário fala do seu site, da modelo Linda Evangelista e ainda dá sua dica sobre a modelo brasileira que brevemente fará sucesso internacionalmente. Confira nosso bate papo:
Por que você escolheu a profissão de empresário das estrelas? O que te atrai nessa carreira? Desde criança sempre gostei muito do meio artístico, da parte dos bastidores de shows e eventos. Muitas vezes aconteceu até de ir em shows e ficar interessado na parte da produção. Eu adorava ficar nos camarins e backstag. Meu objetivo sempre foi mesmo empresariar, sempre fui atraído por essa área e tudo fluiu de forma que comecei empresariar artistas. É um trabalho que gosto muito de fazer.
Você dá algum palpite de alguma modelo que irá estourar no cenário da moda? Por que? São muitas as modelos que vão se destacar, mas acredito que Daniela Sarahyba, que já está super conhecida e irá ficar mais famosa nacional e internacionalmente. Ela tem uma beleza incrível e também tem algo a mais que a difere das demais. Daniela é muito carismática e isso ajuda muito uma modelo, ela acaba tendo uma luz especial, como a Gisele Bündchen.
O que você acha da beleza da modelo Linda Evangelista, que hoje está afastada do mundo da moda? Acho uma beleza muito peculiar, linda demais, super versátil e que fica super bonita com qualquer visual. Tanto que até os dias de hoje é conhecida como a grande camaleoa da moda, devido a tantas mudanças que fazia no visual no auge de sua carreira, nos anos 80. Com certeza tem todos os pré-requisitos necessários para uma modelo e por isso que fez e faz sucesso até hoje.
Você escolheria o amor ou o poder? Por que? Fico com certeza com o amor, pois o amor é a base de tudo, e tendo amor, e fazendo as coisas com amor, conseguimos alcançar todos os nossos objetivos, seja âmbito pessoal ou profissional.
Com quais modelos você trabalha atualmente? Pode falar um pouco dos trabalhos que você realiza com eles? Atualmente estou trabalhando com a cantora Erika Rodrigues e com sete modelos que atuam na área fashion e publicitária. Estou atualmente com os new faces Arturo Carrasco, Flávia Cruz, Lizziê Zanini e Marcelo Waterkemper e com os modelos Caio Moura (que estreou a campanha do Fiat Idea), Mariana Souza (que esta novamente ao Brasil após ter feito temporada no exterior tendo participado de várias campanhas no exterior como Sansung, GM e Chanel) e com Rodrigo Thiré (que esta começando a atuar no mercado nacional, após ter feito várias campanhas e fotos em Miami), ressaltando que Caio Moura e Rodrigo Thiré além de modelos publicitários e fashion, são também atores. Muitas pessoas confundem meu trabalho com o trabalho de agente de modelos ou cantores, mas a diferença é que o trabalho que desenvolvo aos meus empresariados são muito mais exclusivos e completos, uma vez que não faço apenas a representação deles e sim faço toda estratégia de marketing pessoal, divulgação de imagem e assessoria de comunicação, pois o meu objetivo não é formar uma agência com inúmeros agenciados e sim trabalhar com profissionais com grande competência para torná-los famosos e renomados em suas respectivas áreas.
O que é mais difícil, ser o empresário das estrelas ou ter que dividir o tempo com as particularidades do pessoal que conta com seu suporte? Ou é diferente? Para mim nenhum desses dois é difícil. Faço um trabalho super profissional mas também ajudo sempre que necessário no lado pessoal dos meus empresariados. Além dos serviços que presto de empresário artístico, marketing pessoal, divulgação de imagem e assessoria de comunicação, disponibilizo aos meus empresariados um amplo suporte na parte de beleza, academia, dermatologistas, tudo para dar a eles uma estrutura completa. Meu objetivo é trata-los como pessoas e não número ou simples produtos como normalmente os tratam.
Como foi a idéia de criar o site? A idéia de preparar o site surgiu de uma necessidade de apresentar uma ferramenta de divulgação dos meus empresariados e dos trabalhos que realizo. Criei com muito carinho e cuidado para que todos os internautas que visitarem o site gostem e possam obter mais informações. Espero que vocês gostem. Visitem www.rafaelzaia.com.br e mande-me sua opinião.
Mande um recado aos leitores: O recado que deixo aos leitores é para sempre acreditarem no que estão fazendo. Deixo a vocês a frase que gosto demais Mente positiva objetivo alcançado, ou seja, otimismo sempre para atingir suas metas, sonhos ou objetivos e com certeza rapidamente se concretizará. Aproveito também para agradecer a você por toda atenção e pelo espaço que me concedeu. Grande abraço!
Domingo, Julho 23, 2006
: :Ângelo Antônio - À procura de um novo amor: :
Por Ana Carolina Soares
Foto Renata Xavier
Pela primeira vez, o ator fala sobre sua intimidade. Da infância ao casamento e à separação de Letícia Sabatella, passando pela primeira vez no sexo. E revela que está pronto para uma nova história e quer ter mais um filho
Ângelo Antônio é um sujeito intenso. E romântico. Fez sexo a primeira vez aos 21 anos, com uma namorada. Em 1991, aos 27, iniciou um relacionamento com a atriz Letícia Sabatella, 35, que durou 12 anos e teve como fruto a filha do casal, Clara, 13. Sobre o fim dessa relação, ele diz que foi uma dor dilacerante. Na entrevista que você lerá nas páginas a seguir, Ângelo fala do sofrimento que enfrentou após o término do casamento com Sabatella, da forte relação que mantém com a filha, de fé, de sexo, de amor. É a primeira vez que o ator discorre abertamente sobre esses assuntos numa reportagem. Centrado e discreto, ele nunca foi muito de falar sobre intimidades e vida pessoal. Mas abriu uma exceção para Contigo!. Aos 42 anos, Ângelo Antônio Carneiro Lopes se mostra um pai dedicado e um ator obstinado pelo trabalho.
Atualmente no ar em Páginas da Vida, da Globo, ele interpreta na trama um papel muito parecido com ele mesmo: Miroel, um pai calmo e carinhoso. Para ficar mais perto da filha - Clara mora com a mãe -, Ângelo se mudou recentemente da Barra da Tijuca para a Gávea, ambos bairros do Rio de Janeiro. É um retorno à região que ele deixou há três anos, quando se separou de Letícia Sabatella. Agora, diz que quer estar por perto para acompanhar o crescimento da filha mais atentamente. Quer, entre outras coisas, ensinar a menina a andar de bicicleta, uma de suas paixões. Vire a página e se surpreenda com um Ângelo Antônio como você nunca viu antes.
Nome de anjo
Acho que uma boa forma de me definir é por meio do meu nome. Tenho o lado Ângelo, de anjo, mas também sou Antônio, nome que vem da palavra guerreiro. Sou um cara da paz, que observa os sinais que a vida dá, mas que também tem suas angústias e ansiedades. Sou muito impaciente. Talvez eu seja assim por ter nascido prematuro, de sete meses.
Infância
Eu era muito levado. Meu pai (o professor Ulisses, 80) era o intelectual da cidade (ele nasceu e cresceu em Curvelo, Minas Gerais). Mas eu não gostava de estudar. Só queria andar de bicicleta, jogar bola e caçar passarinho. Mais tarde, no Exército, ganhei o prêmio de melhor atirador da turma. Hoje, morro de dó de ter atirado em passarinhos. Há uns dez anos, parei de comer carne vermelha. Há dois, deixei de comer frango e peixe.
Primeiro emprego
Na adolescência, fui DJ. Tocava em clubes, festas e forrós no interior. No meu repertório, tinha gente como Elba Ramalho e Alceu Valença, além de coisas estranhas, como bandas alemãs, de rock alternativo. Naquela época, eu já queria ser ator. Tive três vocações: piloto de avião, jogador de futebol e ator.
Primeira vez no sexo
Sempre vivi paixões platônicas. Meus amigos no interior iam a prostíbulos, mas eu nunca gostei desse tipo de coisa. No início da adolescência, namorei a irmã da menina por quem eu estava apaixonado. Fiz isso porque não tinha coragem de me declarar para a garota de quem eu gostava. Mais tarde, aos 16, tive uma namorada, que foi minha primeira paixão. Mas também era uma relação meio platônica, já que namoramos durante três anos e não transamos. Eu queria me casar com ela, mas surgiu a idéia de investir na minha carreira de ator e ir morar em São Paulo. Ela me deu a maior força e, durante alguns meses, mantivemos o relacionamento à distância. Até o dia em que recebi uma carta dela terminando comigo. Sofri muito. Um tempo depois, aos 21 anos, arranjei uma namorada em São Paulo. Com ela, transei pela primeira vez. Algumas pessoas dizem que transei muito tarde. Não sei. Digo que é um tipo de intuição. A mesma intuição que tenho até hoje de não sair transando com qualquer pessoa. Não sou do tipo que fica com alguém só por tesão, só por sexo.
Grande amor
Letícia (Sabatella) é uma pessoa especial na minha vida. Por causa do trabalho, começamos a sair para jantar e ficamos amigos. Com o tempo, veio uma grande paixão, que foi muito intensa. A história que a gente teve me modificou. Foi profunda demais. Nada do que aconteceu na nossa vida se perdeu. Tivemos a dor da separação, por problemas normais, mas também tivemos muitas conquistas, belas lembranças e uma filha linda. Já faz três anos que nos separamos. Quando acabou, passei por uma dor dilacerante. O processo de recuperação foi gradual, e hoje estou inteiro. Somos amigos e quero que Letícia seja muito feliz.
A ressurreição
Antes de Clara nascer (no dia 4 de janeiro de 1993), Letícia e eu estávamos em cartaz com a peça Nem Flor Nem Fera, cuja base era a vida de Jesus Cristo: nascimento, morte e ressurreição. No meio desse trabalho, descobrimos que Letícia estava grávida. Clara nasceu prematura, de cinco meses (o bebê ficou 92 dias numa UTI). Passamos por um processo muito doloroso. Até que ocorreu o que eu chamo de ressurreição de Clara. Hoje, minha filha não tem nenhuma seqüela. Esse caso é um dos exemplos que observo na minha vida de que existem sinais na natureza e eles precisam ser observados. Acredito muito nisso.
Novo amor e mais um filho
Sinto necessidade de ter alguém e estou à procura. E quero ter mais um filho. Mas estou muito tranqüilo. Sou um homem seletivo. Já tentei entrar em relações descartáveis, mas não consigo. Não sou movido apenas por desejo e sexo. Com as minhas histórias, aprendi a ser mais calmo. Quando encontrar outra pessoa, quero que ela tenha a liberdade dela e eu, a minha. No início, acho que é melhor cada um ficar na sua casa. Até hoje, não assumi ninguém porque acho que nenhuma história que tive até agora tinha a dimensão suficiente para ser assumida.
Rumo a São Paulo
Aos 19 anos, após servir o Exército, saí de Minas Gerais e segui para São Paulo, com o sonho de virar ator. Fui fazer teatro, sem saber sequer o que era teatro. Até então, nunca havia visto uma peça. Uma tia me mostrou uma matéria sobre o diretor Antunes Filho e fui atrás dele. Fiz um teste em cinco etapas, até ser aprovado no grupo que estava encenando Romeu e Julieta, com Giulia Gam no papel principal. Fiquei fascinado. Aquilo era a coisa mais bonita que eu já tinha visto. Quando eu ia entrar na montagem, me convidaram para um outro projeto e acabei deixando o grupo para entrar na Escola de Artes Dramáticas da USP (Universidade de São Paulo).
Tempos de vacas magras
A chegada a São Paulo foi complicadíssima. Eu não tinha nem lugar certo para dormir. Primeiro, fiquei hospedado na casa de uma tia. Depois, morei com amigos e finalmente no Crusp (Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo). Só não era pior porque eu havia vendido meu equipamento de DJ e começado a trabalhar no grupo Boi Voador, do diretor Ulysses Cruz (em 1985). Nessa época, minha alimentação era basicamente café com leite e a comida do bandejão da USP. Nesse mesmo período, fiz um comercial de vinho e as finanças ficaram um pouco melhor. Mas as coisas começaram a melhorar mesmo quando estreei na televisão, em Pantanal (em 1990, na extinta TV Manchete).
Futuro
Acho que hoje, aos 42 anos, estou na metade da vida. Aos 84, gostaria de ser um cara mais tranqüilo e desapegado dos problemas externos. Queria que, mesmo nas dores, pudesse manter aquela alegria sem motivo, como já dizia Guimarães Rosa. É isso o que busco. Pratico ioga e rezo o terço todos os dias. Mas ainda sou imperfeito. Sou impulsivo. Acho que ainda vou ter de voltar umas 300 encarnações para chegar a um estágio de iluminação (risos).
Fonte: Contigo!
Sexta-feira, Julho 07, 2006
: :Alfredo Kalles Jr. entrevista o ator Alexandre Carlomagno: :
A Coluna Clube das Estrelas traz um super bate papo com o ator Alexandre Carlomagno, que foi apresentado ao Brasil em uma das edições especiais do programa Casa dos Artistas e hoje comemora o sucesso de sua atuação na novela Cristal, onde interpreta Aloísio, um produtor de TV. Carlomagno foi um dos favoritos da Casa dos Artistas e se revela uma pessoa com conteúdo. Ele tem uma postura admirável como ator e nesta entrevista revela alguns importantes passos de sua trajetória. Neste descontraído bate papo Alexandre Carlomagno falou porque não aceitou o convite para posar nu, das dificuldades encontradas nesta carreira e claro, faz a sua escolha entre o amor e o poder. Confira nosso bate papo:
Como surgiu o convite para você atuar em Cristal? Eu fui chamado pra fazer o teste para Cristal. Os testes aconteceram no fim do ano passado (2005). Tive a felicidade de ser aprovado, o resultado demorou bastante a sair, mas foi uma emoção muito grande ao saber que faria parte de uma novela tão esperada e que marca uma nova fase da emissora. Realmente me sinto lisonjeado em fazer parte dessa equipe.
Você também aposta no elenco da trama assim como o vasto público tem apostado? Isso tem surpreendido o elenco? Sem sombra de dúvida eu aposto na trama. A obra está sendo feita com muito carinho. Todos envolvidos estão de alma no projeto. Na realidade, não é uma surpresa para o elenco a qualidade da novela, pois sabemos o quanto de profissionalismo e de dedicação tudo está sendo feito.
Quando e como você decidiu que queria ser ator? É uma longa história. Desde criança sonhava com essa carreira. Foi em Cornélio Procópio, cidade que fui criado no interior do Paraná que comecei minhas primeiras aulas no teatro. Comecei em 1996, no ano seguinte estava em Londrina estudando teatro, fazendo minhas primeiras peças. Fiquei em Londrina me dedicando ao teatro até o ano 2000. Nesse período participei de vários espetáculos e fui premiado no Festival de Teatro do Paraná como melhor ator, na peça A Casa do Terror, de João Luiz Fiani. Nessa época, também me preocupei com uma outra possível formação , já que sabia que a carreira de ator, apesar de gratificante, em alguns momentos, também seria muito cruel e sacrificante. Entrei pra faculdade de Marketing e Propaganda. No ano de 2000 fui arriscar ampliar novos horizontes e me mudei para o Rio de Janeiro .Transferi a faculdade e comecei a fazer Jornalismo. Comecei como contra regra, fiz iluminação, sonoplastia em espetáculos de teatro até chegar a ser assistente de direção. Atuei em mais de 10 espetáculos profissionais. Busquei uma base legal no Tablado, escola que jamais consigo me esquecer os bons 4 anos que passei ali. Participei de alguns programas da TV Globo, na novela O Clone também fiz uma participação. Depois fui para a Casa dos Artistas - Protagonistas de Novela. Fui finalista e ganhei uma participação na novela Esmeralda. Em seguida participei de mais um espetáculo de teatro e fui para a Bandeirantes fazer a novela Floribella. Quando paro e olho pra tudo isso, penso. Deus existe, e ele foi fundamental nessa minha caminhada que não foi nada fácil.
Como foi a experiência de participar da Casa dos Artistas? Valeu a pena? Por que? Participar da Casa foi uma das maiores experiências profissionais e pessoais da minha vida. O programa visava um objetivo que era preparar um protagonista de novela. Foi um reality diferente dos que estamos acostumados. Nada contra os outros formatos, mas justamente por ter sido um formato para jovens atores desconhecidos, que tinham aulas de interpretação, leitura dramática, canto, expressão corporal, enfim. Foi uma oficina maravilhosa, sendo assim não tem como não ter valido a pena. E foi daí, que realmente a carreira começou a engrenar. Estava na luta há 8 anos hoje estou há 10, mas nesses dois anos estou conseguindo trabalhar com televisão. Um sonho antigo.
Muitos dos participantes das outras edições do programa posaram nus. Por que você não topou? Acredita que isso prejudica a carreira do artista? Eu não aceitei o convite para posar nu. Nada contra a revista e muito menos a quem faz esse trabalho. Tenho muitos amigos que aceitaram e hoje tem uma carreira sólida. Eu simplesmente achei que não era o momento. Acredito que tenho muita coisa pra fazer ainda. Muitos estudos e objetivos a serem alcançados.

Acima, o ator Alexandre Carlomagno durante a gravação da novela Cristal
Você curte ler que tipo de livro? Adoro literatura. Sou um apaixonado por leitura. Gosto de muitos. Entre meus preferidos estão o livro Desassossego (de Fernando Pessoa), A vida como ela é (de Nelson Rodrigues), gosto muito de Luís Fernando Veríssimo e Clarice Lispector. Não gosto de bancar o intelectual, apenas acho fundamental pra minha profissão e pra qualquer outra que seja. É preciso ler. A minha geração lê pouco. Deve ser por isso que quando falamos em grandes atores, nos lembramos dos antigos. Eles se preocupavam de verdade com a formação.
Com quais participantes do programa Casa dos Artistas você ainda mantém contato? Tenho muito contato com o Cláudio, pois fizemos um espetáculo junto e isso fortaleceu nossa amizade. A Carol hoje é uma pessoa da qual eu não consigo ficar sem ligar, sem conversar, sem marcar um barzinho (risos). O Leandro Marinho, que é um grande amigo, está no elenco da novela também, o Pedro via Orkut. Acho que hoje em dia é fácil manter contatos, a tecnologia te ajuda.
Muitas pessoas afirmam que o processo para obter o DRT (SATED) é muito complicado. O que você acha que poderia ser feito para melhorar esta situação? Todo profissional tem o direito de exercer sua profissão. Mas para isso tem de estar capacitado. E como em toda profissão, o ator precisa do DRT (Delegacia Regional do Trabalho). O médico precisa do CRM, o Dentista do CRO, enfim. Na nossa profissão não é diferente. Ou você se profissionaliza em uma faculdade, ou em algumas escolas que por méritos tem esse poder ou através de cursos e horas de trabalho. Ao menos na minha época era assim. Fiz mais de 3 escolas, além do Tablado. E ainda quero fazer mais uma faculdade, agora de arte dramática.
Você escolheria o amor ou o poder? Por que? Sem dúvida escolheria o amor. Acho que na minha vida já tive de fazer algumas escolhas, e sempre opto pelo amor. Acho que não há nada melhor do que dar amor e receber amor de volta.
Que conselho você dá para os que sonham com carreira artística? Aos que sonham com a carreira. Devem ser persistentes, disciplinados e muita dedicação. Muitas portas irão se fechar, muitos ¿não(s) irão receber. Mas é necessário a fé em Deus, a fé em seu trabalho e em sua vocação. Se achar que não tem vocação ou talento pra isso, vai buscar isso dentro de você. Em algum lugar está, pois se realmente a vontade for essa, não tem porque desistir. Mas é sempre bom lembrar, que é uma profissão muito cruel, cheios de altos e baixos. Mas como diria o poeta Tudo vale a pena se a alma não é pequena.
Mande um recado aos leitores da coluna: Obrigado aos leitores dessa coluna tão vista por terem a paciência de ler isso tudo. Fiquem com Deus sempre.
Domingo, Julho 02, 2006
: :ENTREVISTA CLÁUDIA RAIA: :
Uma loucura!, é como Cláudia Raia define sua correria do dia-a-dia graças ao ritmo acelerado de gravações de Belíssima. Se já é uma loucura para ela, imagine pra quem quer entrevistá-la! E se Cláudia já era uma estrela disputadíssima, imagine com o agravante de estar em plenos últimos capítulos e explodindo de sucesso com a fogosa Safira! Mesmo sem tempo, a atriz nunca perde a simpatia, a gentileza e, principalmente, o bom-humor, sua marca registrada. Aos 39 anos e 21 de carreira, Cláudia se orgulha por ter vivido todo esse tempo de seu trabalho artístico. As horas vagas, uma raridade nos últimos meses, ela divide entre o marido Edson Celulari, os filhos Enzo, de 9 anos, Sofia, de 2, e as aulas diárias de balé (vai emendar a novela no musical Sweet Charity, em São Paulo). A dança é o ar que respiro. Não posso ficar sem fazer aula ou parece que estou morta. É impressionante, conta a atriz. Em meio a tantos compromissos, ela encontrou uma brechinha para esta entrevista. O resultado desse bate-papo agradável e divertido, tal qual a entrevistada, você confere abaixo:
Qual diferença a Safira fez em sua carreira? Muita diferença. Cada personagem que entra na nossa vida acrescenta e abre novas possibilidades de outros universos nunca representados. Um personagem é feito de contrastes: ninguém é totalmente bom, totalmente mau ou totalmente fogoso. A Safira tem isso e hoje, com 39 anos, consigo enxergar o que não enxergava antes. Ela é a personagem de maior sucesso da minha carreira.
Safira é aquele tipo de mãe superprotetora, pra quem os filhos vão ser sempre crianças. Você se considera uma mãe superprotetora? Sou uma mãe muito atenta e muito presente, mas superprotetora não. Acho isso ruim. Eles têm que tomar o rumo deles e estar preparados pra vida. Digo sempre pro Enzo: Arrume a sua cama, aprenda a viver, a fazer uma comida pra você, varra o chão pra você aprender o que é... Temos um laço afetivo imenso porque tive essas crianças porque realmente quis. O Edson (Celulari) também é um paizão e vivemos muito feliz com eles. Eles só acrescentaram na nossa vida e nos trouxeram coisas boas. Agora, eles têm que tomar o próprio caminho e não o nosso.
O ritmo de gravação é sempre muito intenso, como você faz pra não deixar que isso atrapalhe a sua vida pessoal? Fazer novela é estar num momento muito atípico da vida. A prioridade é a novela. Mas você tem a sua casa, o seu marido, seus filhos e tem coisas horríveis que acontecem. Por exemplo, a gente não consegue ir à festa de fim de ano em que o filho vai se apresentar, por exemplo... Esse ano o Edson não estava aqui no dia do aniversário do Enzo. O que nunca aconteceu na vida! Ele estava em Amsterdã (nas gravações de Páginas da Vida), não dava pra pegar um avião e chegar. Comemoramos sem o pai no dia do aniversário, mas com a família e os amigos que ele queria e deixamos pra fazer a festa quando o pai chegasse. Foi uma escolha do Enzo, inclusive. Não é também um bicho de sete cabeças. Agora, ginecologista e dentista é uma loucura pra marcar!
A Safira abusa das saias lápis justas, dos saltos e das lingeries aparentes. Você gosta de se vestir de forma sensual como ela? Ela é um pouquinho a mais. Costumo dizer que ela é embalada a vácuo, aquela que não pode comer uma azeitona, porque aparece. Tenho sempre a sensação de que a Safira está transbordando. Ela é uma mulher de brechó, não é chiquérrima até porque nem tem grana pra isso. Gosto da lingerie aparecendo, acho bonito e sexy. Isso vem de estilistas famosos, de quem as roupas são feitas pra lingerie aparecer. Roupas de brechó também acho bacana, só que mais os acessórios até do que as roupas.
As cenas de Safira com Pascoal esbanjam sensualidade. Você alguma vez já se sentiu desconfortável fazendo esse tipo de cena? Natural não é. Principalmente quando você trabalha com a pessoa pela primeira vez. Tem ali um certo pudor. E é difícil fazer essas coisas na frente de uma equipe toda. Mas sempre tive a sorte de ter companheiros muito educados, muito gentis e muito calmos. Pessoas que são muito bem-resolvidas em casa também. O Giani (Reynaldo Gianecchini) é um menino chiquíssimo, é um companheiro delicadíssimo, muito gentil, muito educado e está sempre me deixando confortável, sem me expor. A gente ri muito, ficamos muito amigos. Hoje temos uma intimidade profissional muito gostosa e isso amortiza todo esse desconforto. Mas claro que não é confortável. Só que, como é comédia, nada pesa e fica leve para nós intérpretes. Em nenhum momento deu qualquer tipo de problema, até porque tenho um companheiro especial.
As pessoas que convivem com você costumam dizer que você é muito engraçada. De onde vem essa veia cômica? Acho que da vida inteira. Sempre fui assim. Ser comediante é uma visão do mundo. Se eu ler um texto sério como uma carta de cartão de crédito, por exemplo, que é algo totalmente formal, na terceira frase já estou às gargalhadas. Acho aquilo hilário. Meu filho Enzo tem esse olhar, é gozador igual a mim. Ele morre de rir ao assistir aos filmes de O Gordo e o Magro e do Jerry Lewis, que é um gênio, meu muso inspirador. Sou uma pessoa alegre, acho que a vida tem que ser gozada e deliciosa. Não dá pra entrar no estúdio 1h da tarde e sair 9h da noite, gravar 20 cenas, ficar que nem uma maluca: chora, levanta, ri, senta e ser uma chatice. Se não fizer daquilo uma alegria, uma comemoração, é um desastre.
Qual desses dois traços da sua personalidade você prefere: o da mulher exuberante e sexy ou o da mulher superengraçada e divertida? O da superengraçada e divertida. O lado sexy existe, está dentro de mim de mim de uma maneira relaxada. Não que eu me vista de mulher fatal. Acho engraçado isso, não me permitiria fazer uma coisa dessas. O Miguel Falabella que fala: Cláudia Raia sempre vai vestir o melhor vestido, calçar o melhor sapato, descer a escada como uma deusa, todo mundo vai ficar passado com ela. No terceiro degrau ela caiu, quebrou o salto e está às gargalhadas no chão. E essa sou eu.
Quando você olha pra trás e lembra de toda a sua carreira, do que mais se orgulha na sua trajetória? Da minha seriedade, do meu profissionalismo e de não ter me rendido aos moldes de beleza e de sensualidade onde tentaram me colocar. Quando você tem um tipo físico específico as pessoas lhe enquadram naquele tipo de atriz. Sempre lutei pra fazer coisas ecléticas. Sou muito tinhosa, não paro de lutar, de querer mais, de me surpreender e de me estimular. A comédia me dá um despudor muito grande com a minha própria pessoa. Não tenho compromisso nenhum com a beleza nem com o estar incrível. Se tiver que fazer um papel da feia, sem dente e gorda, eu faço.
Quinta-feira, Junho 15, 2006
: :O mistério de Martim - Carmo Dalla Vecchia conta tudo sobre o personagem que é filho de Omar: :

Martim entrou na trama cheio de mistério. Ninguém sabe de onde ele veio, para onde vai, só que ele é meio perturbado, vive tendo visões com uma tal Maria, com a roupa encharcada, e é o acusado da morte da Nikki. Nem ele próprio sabe direito quem é! Mas aqui, quem desvenda esse mistério é o ator Carmo Dalla Vecchia, que nos contou, dentre outras coisas, que seu personagem é o filho de Omar e Teresa!
O distúrbio psicológico
O Martim é uma pessoa que tem uma doença chamada fuga psicogênica. Ele pega um pedaço da vida e apaga da memória. Ele teve um grande trauma que será revelado no decorrer da novela. Parece que aconteceu um acidente de carro, mas ele não se lembra de quase nada... Para fazer esse personagem, eu consultei vários psiquiatras, fui ao Pinel e ouvi relatos de pessoas que sofreram com esta doença. Pode acontecer por causa de algum trauma psicológico, ou se a pessoa bater a cabeça em um acidente, por exemplo.
O envolvimento com Letícia
Depois da morte da Nikki, ele foge e vai atrás do seu passado. Ele chega ao Rio e dá de cara com uma confusão, um tumulto envolvendo a Letícia. Salva a Letícia e, em agradecimento, ela o esconde em uma casa em construção. Para ajudá-lo, ela começa a investigar seu passado. Eles vão ter uma história muito bacana, porque ela acredita que ele é um cara bom, apesar de ele achar que é mesmo um assassino.
Experiências anteriores
Trabalhei em Começar de Novo, A Casa das Sete Mulheres... Comecei na televisão fazendo a minissérie Engraçadinha, interpretando um cara que tinha complexo de Édipo. Foram todos personagens conturbados, nenhum deles era muito certinho. Para mim isso é maravilhoso, pois preciso fazer um grande estudo para chegar ao personagem. Também assisto a filmes, leio diferentes livros... Agora, também estou fazendo boxe, para montar esse lado agressivo do Martim.
O convite para o personagem
O trabalho do Wolf Maya e do João Emanuel é maravilhoso! É uma novela muito bem cuidada! O diretor atenta para todos os detalhes. Para se ter uma noção, foi o Wolf quem deu as últimas tesouradas no meu cabelo. Antes de gravar, ele pediu uma tesoura e deu umas picotadas, porque disse que o personagem é meio desequilibrado e precisava dar uma bagunçada no cabelo. O João Emanuel me chamou para fazer a novela depois de assistir a uma peça em que eu estava atuando, chamada O doente imaginário.
Terça-feira, Junho 13, 2006
: :Gianne Albertoni estréia em Cristal esbanjando carisma e beleza: :
Do PopTevê
De perto, Gianne Albertoni impressiona. Loira, 1,80m e corpo irretocável, a moça é uma dessas mulheres arrasa-quarteirão. Não é à toa que, a despeito do sobe-e-desce nos rankings da beleza, ela se manteve no topo durante os últimos 11 anos. Veterana nas passarelas, a top dá os primeiros passos na carreira de atriz, estreando nas novelas como a modelo Dominique, em Cristal, do SBT.
E os telespctadores poderão se surpreender. Além da beleza perturbadora, a top tem carisma e simpatia. Às gargalhadas, conta que sua novela preferida foi Betty, A Feia, exibida aqui pela Rede TV!. Apesar de estar se dedicando com seriedade às aulas de interpretação, ela não parece muito preocupada em fazer a linha não sou apenas um corpinho bonito.
Rivalidade
A todo instante, Gianne se apressa em dizer que seu papel é pequeno. Dominique, que assim como a atriz é uma rainha de passarelas e da publicidade, promete ser mais uma pedrinha no sapatinho de Cristal, a protagonista interpretada por Bianca Castanho. Ela não vai aceitar aquela baixinha como aspirante à modelo. Vão disputar o mesmo espaço, adianta.
Dependendo do desempenho de Gianne, o papel pode crescer. No primeiro dia, minha cena tinha poucas falas. Foi tranqüilo, porque pude passar o texto antes. Todos estão me ajudando muito, avalia a bela, que tem um coach particular e ainda se enrola ao pronunciar o nome de Constantin Stanislavski, ator russo que criou o método de atuação realista. Estou lendo muitos livros, levo as aulas a sério. Estou bastante focada, observa.
O primeiro trabalho de interpretação de Gianne foi em Mandrake, do canal pago HBO. Na série policial, ela também vivia uma modelo que virava a cabeça do detetive-título, interpretado por Marcos Palmeira. A participação me deu confiança para me dedicar à carreira, conta. De Mandrake, Gianne saiu direto para uma série de testes para concorrer ao papel de Érica, de Belíssima. Mas quem ficou com a personagem foi uma colega de profissão, a também modelo Letícia Birkeuher. Existe espaço para todo mundo. Não temo comparações, desconversa. Leia a seguir, trechos da entrevista.
Desde quando a idéia de ser atriz apareceu em sua vida? Gianne Albertoni - Na verdade, era um sonho de menina. Desde pequena eu assistia à televisão e queria fazer parte deste universo. Quando participei de Mandrake, pensei: agora ferrou!. No seriado também era um personagem pequeno, mas nem por isso deixei correr solto. Quero fazer bem feito, por menor que seja o papel. É meu começo, mas já vinha me preparando, fazendo aulas para saber como se fala. Ter esse naturalismo que o veículo pede. Quero tentar brincar com isso, saber jogar isso em cena.
O que a carreira de modelo ajuda neste início? GA - Anos de passarela e fotos me dão certa segurança, mas estou entrando em outro mundo. Acho que a disciplina é a maior conquista. E olha que eu odeio acordar cedo. É uma profissão difícil de manter e eu já estou há onze anos modelando sem parar. E não é só glamour, você espera, tem que estar bem. Já tenho a bagagem para saber como me adequar a essas situações. Além disso, você tem que saber olhar para a câmara, jogar com ela, saber tratar as pessoas e se portar.
Como está controlando a ansiedade em meio a tanta correria? GA - Minha agenda é uma loucura. Tenho vários contratos em vigência e não posso simplesmente largar tudo só para me dedicar à novela. O SBT foi bem flexível com os horários. Mas estou acostumada com esse corre-corre. Sempre dormi e acordei em avião, tendo de estar linda no dia seguinte. Quando estou à beira de um ataque de nervos, ligo para a minha mãe e peço para ela rezar para mim. Mas já aprendi a ter esse controle. Ninguém tem nada a ver com o fato de você acordar de mau humor.
(Por Carolina Marques)
Segunda-feira, Maio 29, 2006
: :Totia Meireles: A mocinha que não nasceu ontem: :
Fonte: Veja - Rio de Janeiro
Por Lívia de Almeida
Totia Meirelles faz sucesso na TV depois de longa carreira no palco
No início nem nome tinha. Quando trocou a sólida carreira no teatro para fazer participações na TV, a atriz, cantora e bailarina Totia Meirelles virava amiga um ou amiga dois. Já havia feito sucesso no palco em A Chorus Line, Noviças Rebeldes, Sweet Charity e Metralha, mas na telinha era uma novata. A situação começou a mudar quando virou a amiga de Vera Fischer na novela O Clone. No trabalho seguinte, América, a surpresa. Descobri que meu personagem tinha até cenário próprio! Foi um tremendo upgrade, conta. O romance entre a sofrida Vera e o deficiente visual Jatobá (Marcos Frota) mobilizou o público. Embalada por esse sucesso, Totia Meirelles desembarcou em Cobras e Lagartos, novela das 19 horas, como Silvana, par romântico de Francisco Cuoco. Aparecia até uma cena minha nas chamadas que anunciavam a novela, diz ela, rindo.
Aos 47 anos, Totia - ou Maria Elvira, como está na carteira de identidade - acha graça de seu sucesso na TV. Agora as pessoas me chamam na rua pelo nome, diz. Mas é quando fala de sua carreira no teatro que seus olhos brilham. Nunca estive tanto tempo afastada de um palco, reclama. Tanto tempo significa desde janeiro, quando fez uma participação especial no musical Lado a Lado com Sondheim, no Teatro Glória, dos amigos Cláudio Botelho e Charles Möeller. São vinte anos de palco que começaram quase por acaso, quando Totia, professora de jazz na academia de Lennie Dale e Marly Tavares, resolveu fazer um teste para a montagem de A Chorus Line. Passou e entrou em crise. Fiquei me perguntando se era aquilo mesmo que eu queria fazer, lembra.
Pelo visto era. Quando montamos Company, nós a chamamos para fazer um teste para Johanne, personagem que exige uma atriz com peso dramático e musicalidade. Na hora, soubemos que o papel era dela, lembra Cláudio Botelho, diretor musical e seu colega de elenco. A aplicação da atriz extrapola a dedicação aos ensaios, conta o diretor Charles Möeller. Um dia, durante a turnê paulista de Company, encontrei Totia no palco limpando as portas brancas do cenário com detergente, porque elas tinham se sujado no transporte. Cristal Bacharach foi escrita por Charles especialmente para ela. Totia interpretava Laura, mãe de cinco filhos, cada um de um casamento, às vésperas de seu sexto matrimônio, tudo embalado por vinte canções de Burt Bacharach, como Close to You e Raindrops Keep Falling on My Head.
A volta ao teatro vai ter de esperar. Num sábado desses, gravou 24 cenas no Projac, em Jacarepaguá, começando às 8 da matina. Vou dirigindo e segurando uma bolsinha de gelo para diminuir as olheiras, diz, com ar divertido. No tempo livre, anda de moto para cima e para baixo, entre uma aula de dança e uma sessão de malhação. Passa alguns dias no sítio em Miguel Pereira, onde vive o marido, Jaime Rabacov, com quem está casada há quinze anos. O sonho dele era morar em cidade pequena, mas depois de três dias lá eu canso. Cachorro vai, cachorro vem. Nada acontece, ri. Mais à vontade diante dos holofotes, lembra quando começou o fascínio: aos 6 anos, depois de assistir ao balé Romeu e Julieta, no Municipal. Eu me apaixonei pelo Romeu, recorda-se. Levada aos camarins, viu que Romeu era careca e narigudo. Naquele momento descobri a magia do palco, conclui, com uma estrondosa gargalhada.
Quarta-feira, Maio 24, 2006
: :METROSSEXUAL, EU?: :
Fonte: www.globo.com/cobraselagartos
Tomás respira as últimas tendências da moda, pinta os cabelos e as unhas, faz escova, usa lentes de contato e não está nem aí para o rótulo de metrossexual. Mas você sabe o que este termo realmente significa?
Segundo Wilton Garcia, autor de um livro sobre o tema, as palavras que formam o conceito metrossexual são: metropolitano + heterossexual. Mas isto não tem a ver, diretamente, com o sexo. Metrossexual define o consumidor masculino sofisticado que, ironicamente, adora a vaidade. Jovem urbano e obcecado pela aparência, ele é um homem sensível, delicado, longe da brutalidade do macho ultrapassado. O metrossexual tem bom gosto com detalhes finos e caros: maquiagens, vinhos, roupas e carros, define o estudioso do tema. Eles não chegam a ser metrossexuais - tem horas que são até mesmo o oposto destes homens supervaidosos! -, mas volta e meia os atores de Cobras e Lagartos se permitem alguns cuidados com a aparência para se sentirem melhores e mais bonitos. Saiba o que eles fazem para manter a beca!
Sou vaidoso, mas não tão fanático como o Tomás. Me cuido, cuido da minha pele, gosto de estar com um bom perfume e com uma boa roupa e malho. No entanto, estou malhando por causa do Tomás, porque eu não tinha esse hábito de cuidar tanto do corpo. O que faço mais mesmo é tratamento de pele contra a acne. Vou à dermatologista freqüentemente. Não costumo pintar o cabelo, mas agora que estou com ele tingido, deveria ter um cuidado especial e hidratá-lo. Mas sou um pouco relapso em relação a isso, deveria aprender mais com o Tomás!
Não me considero um metrossexual. Mas o que faço e que um metrossexual também faz é tirar a sobrancelha de cima do nariz. Minha sobrancelha tem a tendência de unir, então sempre tiro esses pêlos do meio. Não pra desenhar a sobrancelha, é só aqui em cima mesmo pra não ficar aquela monocelha. E, também, em cima das minhas tatuagens sempre passo um hidratante. Gosto de me cuidar e só. Agora, espremo espinhas no rosto, há muito tempo deixei de cuidar dos meus cabelos e rôo a unha até o sabugo.
Sou do tipo de pessoa que usa qualquer xampu que vê pela frente. Quando estou com a Isabeli (Fontana), ela fica querendo passar uns cremes em mim, fala que é bom... Acabo deixando, mas não adianta nada, porque o ideal seria eu continuar usando. Gosto de usar perfume, sempre saio com uma roupa limpa, tomo banho e passo um perfume. Só uso roupas que sejam confortáveis porque viajo muito e fico trabalhando o dia inteiro. De andar muito arrumadinho não gosto, não tenho paciência pra ficar me arrumando muito tempo.
Não me exercito e geralmente tudo o que aparece na minha estética pessoal é relacionado ao meu trabalho. Quando preciso fazer um lutador de boxe, vou praticar boxe e malhar todo dia, para viver o Foguinho pintei o bigode de loiro etc. Minha vaidade é uma vaidade com o trabalho. Fico doido e me dedico o suficiente pra chegar ao ponto que meu personagem precisa. Mas, no dia-a-dia, não malho, não faço esporte, como muito e como qualquer coisa. Talvez uma outra vaidade minha seja a da liberdade, que é uma vaidade distinta. A de fazer o que quiser.
Não me considero um metrossexual de jeito maneira! Só procuro sempre dormir muito pra estar de bom-humor. O bom-humor é a minha marca. Até com relação a determinados cuidados estéticos, o humor dá o gancho. Ele dá uma luz na maneira de olhar e na maneira de sorrir, isso é fundamental. Minha mulher que fica passando alguns cremes no meu rosto, na minha mão... Mas eu não ligo muito pra isso. O único hábito que tenho e de que gosto muito é de usar perfume. Adoro perfume. Entro em algumas lojas e fico experimentando todos eles.
Segunda-feira, Maio 22, 2006
: :Negação: Não sou um galinha, afirma Cauã Reymond: :
Fonte: Estrelando
Cauã Reymond, em entrevista à edição de junho da revista Nova, afirma que ao contrário do que muitos dizem, ele não é um galinha. O ator de 25 anos, que atualmente vive o Mateus de Belíssima, reclama que a mídia exagera nos comentários:
- Acho cruel ir ao cinema com uma amiga e a imprensa anunciar que é namoro. Muitas vezes quero conhecer alguém mais de perto e esse controle atrapalha. Além disso, muitas mulheres interessantes se afastam com medo de caírem nas mãos de um mero conquistador. Fico triste. Não sou um galinha.
Ele, que é considerado por muitas mulheres um símbolo sexual, disse que ainda está se adaptando a essa fama de bonitão.
O rapaz ainda contou que vibrou quando foi convidado para fazer uma novela de Sílvio de Abreu, mesmo sem saber detalhes de como seu personagem seria trabalhado. Além disso, revelou que nem precisou fazer laboratório para interpretar um garotão que namora mulheres mais velhas, porque já teve experiências reais com a situação.
- Aos 16 anos me apaixonei por uma menina de 20 anos e, aos 17, por outra de 24. Quando completei 21, tive um romance com uma amiga de 29.
Cauã confessou que está feliz com essa fase de solteiro, que já dura quase um ano, porque assim ele conseguiu descobrir quem ele é e o que quer da vida.
Sobre as cenas calientes com a atriz Vera Holtz na trama das 8, ele revelou que sente sim um pouco de nervoso.
- Todo mundo fica no começo. Sente certo pudor de agarrar, abraçar e beijar a atriz e passar por inconveniente. Com o tempo você cria intimidade e o trabalho flui. E uma atriz de bom humor e paciência como Vera Holtz me ensina muito.
E quem não teria paciência e bom humor com Cauã Reymond, hein?
Sexta-feira, Maio 19, 2006
: :José Wilker entrevista Sonia Braga: Cumpri o meu destino: :
Fonte: Revista Contigo!
Foto: Ernani D Almeida

Depois de passar 21 anos no exterior, ela está de volta ao Brasil e será uma das estrelas da próxima novela das 8 da Globo. Nesta entrevista, concedida ao amigo José Wilker, Sonia fala da carreira, dos amores, da vida nos Estados Unidos e afirma que tudo valeu a pena.
Ela está de volta. Linda como sempre. Segura como nunca. Depois de viver durante 21 anos nos Estados Unidos, Sonia Braga, 55 anos, está de volta ao Brasil e será uma das estrelas da próxima novela das 8 da Globo, Páginas da Vida. O retorno ao país reaproxima a atriz de antigas paixões, como o Rio de Janeiro e picadinho com chuchu, e de velhos e grandes amigos, como o ator José Wilker, 60, que a entrevistou para esta reportagem.
A seguir, ela conta, por exemplo, que está solteiríssima. Depois de se relacionar com grandes astros do cinema internacional, como Robert Redford, 69, e Clint Eastwood, 75, a mulher que ganhou fama como a sensual Gabriela está sozinha. É melhor assim. Agora, quero me dedicar totalmente ao trabalho, diz ela. Hoje, o único homem da minha vida é Manoel Carlos, brinca, referindo-se ao autor de Páginas da Vida, que deve estrear em julho.
Nesta saborosa conversa com José Wilker, Sonia Braga fala de beleza, de como é voltar a viver no Rio, do trabalho em Hollywood e afirma: Sou exigente quanto a homens. Eles têm de ser inteligentes e bonitos.
José Wilker: Sem dúvida, a câmera gosta de você. Como você retribui? Sonia Braga: Eu amo a câmera. Tenho a impressão de que o grande amor da minha vida sempre foi a câmera. O amor da câmera é incondicional. Ela apenas ama você. Não pede nada em troca. Ter esse tipo de amor é coisa rara. Até porque eu não me acho bonita. Sou apenas fotogênica. Às vezes, as pessoas não gostam de ser reconhecidas pela beleza. Elas falam: Eu não quero ser sensual, não quero ser bonita! O que é que se quer, então? Ser feia? Quando me perguntam se eu me incomodo com o fato de me acharem sensual e bonita, sempre digo que não. Isso faz parte da minha profissão. São os olhos da câmera. Ela realmente me ama.
JW: Você foi sempre bem resolvida quanto à sua beleza e à sua sensualidade? Sempre gostou que a achassem bonita, a despeito do talento? SB: Não. Isso foi a partir da Gabriela (novela de 1975). Antes, eu tinha muito problema em relação a isso. Eu não sabia que era uma mulher de verdade. Eu apenas gostava de estar viva. Mas ainda não tinha me relacionado com a beleza. Isso só veio com Gabriela.
JW: Então, você nunca se preocupou em ser reconhecida apenas pelo talento? Nunca teve essa culpa de somar talento e beleza? SB: Nunca. Quem quer ser feio? É a mesma coisa que fazer um filme e torcer para que ele seja um fracasso. O que há de mal em ser reconhecida, em ser bonita? Nunca entendi muito bem esse papo de quero ser feio e quero ser um fracasso.
JW: O que a leva a aceitar essa ou aquela personagem? SB: Acho que todo ator se prepara para um personagem. Eu não trabalho assim. Eu me preparo para a vida. Minha matéria-prima é o meu corpo. Então, eu faço dieta, malho um pouco, vou me esculpindo. Até que percebo que estou pronta para a vida. Foram poucas as vezes que achei que não estava preparada. Isso aconteceu, por exemplo, em Dancin Days (em 1978), novela em que interpretei Júlia. Foi Daniel (Filho, diretor da trama) quem me convenceu do contrário. Em Gabriela também aconteceu isso. Eu não me sentia preparada. E não estava mesmo. Aquele trabalho me pegou completamente de surpresa. Mas o diretor, que também era Daniel Filho, e todo mundo que estava envolvido na novela me mostraram que eu estava pronta. Quando Daniel me provou que tinha tirado a idéia de que eu era a própria Gabriela por causa da minha vida, eu entendi. Era uma época em que eu morava num barco, vivia ao sol, com os cabelos soltos, bronzeada. Percebi que, realmente, eu era Gabriela.
JW: Então, não é, necessariamente, o texto que a atrai? SB: Não. Eu sou uma pessoa do visual. Eu não faço teatro, por exemplo. Não acho graça em teatro. Gosto dos equipamentos da TV, de ir montando a personagem, da dinâmica, das contribuições da equipe. No teatro, o ator domina o espaço sozinho.
JW: Do exterior (durante 21 anos, a atriz viveu nos Estados Unidos), como você via o Brasil? SB: De diversas maneiras. Triste, alegre. Ganhamos Copas do Mundo, Tancredo Neves morreu, ainda há muita fome, crianças têm seus direitos desrespeitados. São fragmentos que fazem o mapa do Brasil. É uma colcha de retalhos. Com todos os temas que a gente tem, é muito difícil ver o país de uma única maneira. Mas tem um detalhe: as pessoas que me viam, conheciam um Brasil muito legal. Porque sou muito positiva em relação ao nosso país. Elas sabem que o Brasil é um país que tem gente vivendo na miséria, mas também sabem que somos a nação que combate o problema da aids da melhor maneira no mundo. Nós somos os piores, mas em algumas coisas somos os melhores. Temos um dos melhores cinemas e uma das melhores televisões do mundo.
JW: Você voltou dos Estados Unidos americanizada? SB: Eu sempre fui americana, da América do Sul. Nasci no Paraná, no Brasil, na América do Sul. Carmen Miranda já saiu daqui americanizada. Vamos nos amar mais um pouco. Também somos a América. Voltei continentalizada. E adoro picadinho com chuchu.
JW: Você fazia muito sucesso no Brasil. Um dia, resolveu ir embora. Para quê? SB: Em 1985, eu iria fazer o filme Eu Sei Que Vou Te Amar. Eu estava na Itália, quando Helinho (Hélio Paulo Ferraz, produtor de cinema) viajou até lá e acertou o contrato comigo. Ele voltou para o Brasil, e eu segui para Nova York, para terminar minhas férias lá. Como eu tinha acabado de fazer o filme O Beijo da Mulher-Aranha, havia várias propostas de trabalho para mim. Mas achei a idéia de fazer Eu Sei Que Vou Te Amar mais interessante. Passados alguns dias, meu advogado telefonou e me disse que o elenco do filme tinha sido mudado, pois eles queriam atores mais jovens. O papel que seria meu ficou com Fernanda Torres.
JW: E daí? SB: Aproveitei que estava nos Estados Unidos e fui aprender inglês. A minha idéia era ficar um tempo estudando. Mas logo comecei a dar entrevistas. As pessoas passaram a se interessar pela atriz brasileira que morava nos Estados Unidos e estrelara Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976). Além disso, O Beijo da Mulher-Aranha seria lançado no mercado americano. Resolvi me preparar para, pelo menos, entender as perguntas dos jornalistas. Eu não falava uma palavra em inglês. Para fazer o filme, eu tinha decorado as falas. O filme foi um sucesso nos Estados Unidos. William Hurt e Raul Julia (atores que atuaram em O Beijo da Mulher-Aranha) estavam ocupados com outros trabalhos. Somente eu estava livre. Passei a dar entrevistas de manhã, de tarde e de noite. Apareci em todos os programas da TV americana e em todas as revistas.
JW: E o que aconteceu quando acabou a campanha de divulgação do filme? SB: Logo depois, me convidaram para integrar o júri do Festival de Cannes. O curioso é que um dos filmes que concorreram naquele ano foi justamente Eu Sei Que Vou Te Amar. E Fernanda Torres acabou levando a Palma de Ouro de melhor atriz. De Cannes, eu voltaria para o Brasil, para retomar a minha carreira aqui. Mas recebi um telefonema do meu agente americano, dizendo que Robert Redford me queria no elenco do próximo filme dele. Voltei para os Estados Unidos, fui apresentada a ele e fizemos o longa Rebelião em Milagro (1988). Quando percebi, já estava com a vida engrenada nos Estados Unidos, muito feliz e namorando Robert (Redford).
JW: Valeu a pena? SB: Claro. Eu aprendi várias coisas. Acho que se estivesse no Brasil nunca teria aprendido a escalar uma montanha, nunca teria feito sequer uma caminhada em trilha. Como seria se tivesse ficado aqui? Sempre vale a pena. Eu não estava lá para me afastar dos problemas. Cada projeto que fazia, era uma brasileira que tinha escapado. Cumpri o meu destino.
JW: E agora, está namorando alguém? SB: Não. Estou solteira. Ainda bem. Porque eu vou ficar dez meses no Brasil. Já pensou se eu estivesse namorando alguém na África, por exemplo?Seria um sofrimento. Eu iria ficar dividida. Vou fazer este trabalho (referindo-se a Páginas da Vida, próxima novela das 8 da Globo) sem mais nada para me preocupar. Hoje, o único homem na minha vida é o autor de Páginas da Vida, Manoel Carlos (risos).
JW: Valeu a pena ter tido vários casamentos (entre os homens com os quais Sonia já se relacionou estão os astros americanos Robert Redford, 69, e Clint Eastwood, 75)? SB: Zé, eu vou te dizer uma coisa... de todos os maridos que tive, o melhor foi Vadinho (personagem vivido por José Wilker, no filme Dona Flor e Seus Dois Maridos, protagonizado por ela, Wilker e Mauro Mendonça).
JW: Qual é o vício necessário? SB: Água. Adoro o sabor. E também amo computador. Antes de tomar café da manhã, eu já ligo o computador.
JW: A idade ensina ou dá preguiça? SB: Dá preguiça. Minha avó dizia: O preguiçoso trabalha dobrado. Por isso, continuo. Sei que, se eu não fizer logo, vou ter de fazer outra vez.
JW: O que fazer quando, de repente, alguém lhe atira um eu te amo? SB: Ai, Zé. Faço tudo o que for possível na hora, e o resto depois.
Segunda-feira, Maio 15, 2006
: :A ESTRELA DINA SFAT: :
No dia 20 de março de 1989, o mundo artístico perdia uma grande estrela: Dina Sfat. Foram 28 anos de carreira, iniciados em 1962 com a peça Os Fuzis da Senhora Carrar, apresentada no Teatro de Engenharia do Mackenzie, em São Paulo. A vida da atriz foi registrada no livro Palmas Pra Que Te Quero, escrito em parceria com a jornalista Mara Caballero.
Dina Kutner (seu nome de batismo) nasceu em 1938, em São Paulo. O sobrenome artístico, adotado logo no início da carreira, foi inspirado numa cidade homônima da Polônia, onde a família da atriz vivia antes de mudar-se para o Brasil. Dina Sfat passou a infância num bairro da zona oeste da capital paulista, o alto da Lapa.
Profissionalizou-se pouco tempo depois de sua estréia. Em 1963, ela pisava no Teatro de Arena de São Paulo, sob a direção de Augusto Boal, Flávio Rangel e Paulo José, com quem casou-se naquele mesmo ano.
Do casamento com o ator e diretor, que terminou em 1981, Dina Sfat teve três filhas: Isabel, hoje com 28 anos; Ana, com 27; e Clara, com 23. O livro autobiográfico Palmas Pra Que Te Quero, lançado em 1988, fala de sua vida com transparência, desde a infância, a adolescência, o primeiro namorado, até as contrariedades da família com sua opção pela carreira artística. E sobre o câncer, manifestado, a princípio, no seio.
Neste capítulo, Dina Sfat comenta a angústia enfrentada em busca de tratamentos. Ela tentou vários caminhos, alopáticos, homeopáticos e esotéricos, incluindo a ajuda do guru Thomas Green Morton, de Pouso Alegre, Minas Gerais. A autobiografia da atriz foi resultado de horas de conversa com a jornalista Mara Caballero e de fatos extraídos dos diários de Dina Sfat. A atriz destacava-se também por sua personalidade forte, característica que ficou evidente no livro.
Dina Sfat também atuou como repórter. Viajou para a União Soviética, onde gravou sete horas de imagens. A idéia foi mostrar ao público como era a Glasnost sob o ponto de vista de uma atriz. O resultado foi tão bom, que parte do documentário foi exibido num Globo Repórter. O restante foi editado e comercializado pela Globovídeo. Ela ficou tão feliz com a experiência que, na época, declarou o desejo de viajar pelo mundo e mostrar as diferentes culturas. Entretanto, este e outros projetos - um espetáculo de poemas e canções para o teatro, por exemplo - não chegaram a ser realizados.
Quarta-feira, Maio 10, 2006
: :Alfredo Kalles Jr. entrevista o ator Blota Filho: :
O Clube das Estrelas traz um super bate papo com o grande ator Blota Filho, um dos artistas mais aplaudidos e respeitados nos últimos anos. Ele é considerado um verdadeiro exemplo para a cultura brasileira e conquistou seu espaço com muito trabalho e compromisso. Blota Filho encantou a todos em sua participação no seriado Sandy & Júnior e anda um pouco ausente nas telinhas. Na entrevista este talentoso ator fala de sua carreira e abre o jogo enquanto à realidade da teledramaturgia brasileira. Ainda assegura que sua carreira é o bem mais precioso diante de tanta dedicação e envolvimento com a arte brasileira. Confira nosso bate papo:
Quando e como foi o início de sua carreira? Foi em 1980, como figurante nas novelas feitas na TV Bandeirantes.
Que trabalho que você fez na TV que considera especial? Por que? Pérola Negra, no SBT. Foi minha primeira novela inteira, com personagem. E veio numa hora em que eu estava deixando a carreira, e Sandy e Júnior, que me mostrou pro Brasil.
Como é ser ator no Brasil? Bom ser ator de um modo geral é um sacerdócio. É um eterno tentar, um eterno provar. Mas se não fosse bom eu não estaria nisso há 20 anos.
Pode falar um pouco do seu trabalho da peça O Jeca Voador? É uma substituição. Faço o stand-in do ator Walter Breda. São dois personagens o Joça, dono da venda onde se narra a ação e o Cel. Prudêncio. Um exercício de ator maravilhoso. São duas personalidades distintas demais. E todos da mesma família, por isso a opção do diretor em ter 3 atores vivendo os 6 personagens da peça. Joça é um idealista, cheio de brasilidade que luta por ser brasileiro e tem muito orgulho disso. Já o Coronel, é o típico manda chuva da região que ainda acha que pode mandar em tudo.
Como você define a Rede Globo atualmente? A Globo teve que repensar sua posição na TV. A Record fez isso com ela. A hegemonia foi arranhada e com isso ganhamos nós. Agora não é qualquer novela que tenta ser engraçada que fica no topo da audiência. Não é qualquer novela que tenha elenco estrelar que consegue ficar no topo. Tem que ter qualidade. O que não pode ocorrer é o que está ocorrendo: só tem chance quem foi, veja bem, foi da Globo! Isso é muito chato. E todas estão entrando nessa onda.

O ator é muito bem relacionado no meio artístico e é querido por grandes atores
Você escolheria o amor ou o poder? Amor claro. Poder não serve pra nada. Já amor é poder. Poder beijar, poder rir, poder andar de mão dada, enfim, amor sempre e em tudo.
Que tipo de música você curte ouvir quando está sozinho em casa? Rod Stwart, Jamiroquai, Maria Rita, Michael Bublé, Tom Jobim, Zizi Possi, Steve Tyrell, Ângela Ro Ro e o CD Alma Gêmea internacional, que tem todas as faixas de muito bom gosto.
Você acha legal a idéia de apresentar finais alternativos em telenovelas brasileiras? Crê que isso pode dar certo, como o autor Tiago Santiago (Prova de Amor) imagina? Tudo que instiga o público a fazer parte é bom. Hoje podemos participar da trama e isso leva a audiência, leva ao autor e à própria emissora o que o público pensa.
Você já está há um bom tempo fora da TV. O que houve? E eu sei??? Já cansei de enviar e-mail, material, ligar na Record, na Band. E nada!!! A Globo é a única que até hoje me chama para participações rápidas e sou muito grato a eles! Sou muito chamado para participações em projetos que já estão no ar mas fazer do começo ao fim..... Então não sei mais o que fazer. Talvez se eu fosse do BBB, estivesse contratado e com o direito de exercer a minha profissão e recebendo por isso. Mas, na boa, quem perde são eles. Sei que sou um ótimo profissional, bom colega e um funcionário exemplar. Então, como diz Ana Maria Braga: ACORRRDA TV!! TO AQUI!!!!!
Você gosta das produções mexicanas que são exibidas no Brasil? O que acha do preconceito que muitos brasileiros têm em relação às novelas mexicanas? Eu acho que tem que ter espaço pra todos. Gostaria de ver o SBT também investindo nos autores brasileiros. No nosso material. Quer traduzir e colocar no ar a mexicana porque é mais barato? Tudo bem!!! Mas não feche os olhos aos nossos teledramaturgos que podem, devem e necessitam trabalhar.
Que frase o momento atual o inspira a dizer: A que sempre digo ao levantar e aprendi com minha mãe: O SENHOR É O MEU PASTOR E NADA ME FALTARÁ!
Mande um recado aos leitores da coluna: Só tenho a agradecer pelo carinho que sempre demonstram pra mim, quando estou na rua, no ônibus, no metrô. Sou um ator que não está direto contratado e na mídia, mas nunca me senti sozinho. Vocês nunca deixaram isso acontecer. Tenho muita sorte mesmo!!! OBRIGADÃO e um super beijo no coração, sempre!
Segunda-feira, Maio 08, 2006
: :Letícia Sabatella: Sem essa de ser estrela: :
Fonte: Revista Contigo!
Por Isabela Flórido
Fotos Ernani D Almeida
Linda e naturalmente sensual, atriz rejeita a idéia de viver como uma celebridade. Acho incompatível ser alienada e boa atriz. Letícia Sabatella tinha apenas 20 anos quando conheceu e se casou com o ator Ângelo Antônio. Eles trabalhavam na novela O Dono do Mundo, da Globo, onde faziam par romântico. Juntos por 11 anos, pareciam aqueles casais que ficariam unidos por toda a vida. Mas há três anos veio a separação. Dolorosa e horrível, segundo a atriz, que, a partir daí, não foi vista na companhia de mais ninguém. Hoje, aos 35 anos, Letícia Sabatella Carneiro Lopes (8/3/1971) se diz feliz e tranqüila. Depois da dor da separação, veio um enorme prazer de poder gerir a vida à minha maneira, diz. Gerir a vida, nesse caso, é dedicar-se inteiramente ao trabalho e à filha, Clara, 13.
Na profissão não pára, colecionando personagens de sucessos. A mais recente foi na minissérie JK, em que interpretou Marisa. E já está escalada para a próxima novela das 8, Páginas da Vida, de Manoel Carlos, em que será uma freira. No início de maio começa a filmar, ao lado de Rodrigo Santoro, o longa-metragem Não por Acaso, de Philippe Barcinski. Também finaliza um documentário sobre os hotxuás (nome dado a índios da tribo Krahô, no Tocantins, que têm como função divertir e levantar a auto-estima do grupo). Seu primeiro contato com a tribo foi há 11 anos. De lá para cá, sempre retorna para visitá-los. Longe das gravações, Letícia busca levar uma vida comum, sem ostentação. Acredito que, para ser uma estrela absoluta e ter muito poder, você tem de se fechar. E, para mim, é incompatível ser alienada e boa atriz. Não é o meu caminho, aquilo em que eu acredito.
Pensa em se casar novamente? Não. Na realidade, eu nem pensei em me casar... O casamento com Ângelo aconteceu. Agora, não tenho sede disso. Já tive uma experiência profunda do casamento e também da maternidade, com Clara. Se tiver de acontecer (uma nova união), pode ser legal, eu não me fecho para isso. Mas minha vontade mesmo é viver a maternidade, ver Clara crescer, ficar adulta.
Demorou para superar a separação? Foi um processo gradativo e tranqüilo, que eu não sei precisar quanto tempo levou. Não durou muito, porque logo depois da dor da separação, que é devastadora, veio um enorme prazer de estar só, de poder gerir a vida à minha maneira. Fiz a opção de não estar com mais ninguém. O trabalho, Clara e os amigos me ajudaram muito. E coisas boas aconteceram logo em seguida ao fim do meu casamento, como o documentário sobre os hotxuás e a série Hoje É Dia de Maria.
Desde que se separou não encontrou nenhum homem que a balançasse? Não. Acho que tenho encontrado parcerias, companheiros, mas não é uma experiência de perder a cabeça. Graças a Deus. Acho que nem me interessaria viver algo desse jeito.
Com Ângelo Antônio a paixão foi muito intensa. Um não desgrudava do outro... Foi uma coisa adolescente. Hoje, não faria desse jeito. Mas, agora, não tenho mais essa secura pelo outro. Eu me sinto muito preenchida de amor, muito inteira. Assim, fica mais fácil se relacionar com alguém. É mais saudável.
Foi muito difícil terminar seu o casamento? Como sua filha reagiu? Clara sofreu como todo mundo envolvido sofreu. Mas acho que sofri mais do que ela. O momento da separação é doloroso, é horrível. Agora, passados esses anos, está tudo mais tranqüilo. Eu sinto que hoje sou mais feliz do que era antes.
Acha que era muito nova quando se casou... É. Nós estávamos juntos, namorando, e já estávamos morando juntos, fazendo teatro juntos. Tudo muito junto. E, dois anos depois, fiquei grávida. Clara foi uma experiência muito forte para mim e para Ângelo. A gente criou um laço tão grande, que parecia inseparável, indissolúvel. No entanto, isso se tornou um fardo difícil de carregar. Clara foi algo que nos transformou. Então, a partir do momento em que ela estava maiorzinha, veio a vontade de experimentar a separação. Hoje vejo que foi melhor. Eu amadureci.
Você é apontada como uma das mulheres mais bonitas da TV, além de ser sensual sem clichês. Como lida com isso? Não sou uma pessoa que pensa em detalhes, como minha amiga Alessandra Negrini. Eu a admiro. Quando ela sai de casa, está com o cabelo penteado, brinco, colar, anel e roupa impecável. Eu raramente estou com brinco, maquiagem, pulseira etc. Ponho um vestido e, só no fim do dia, lembro de pôr um acessório. Acho que sou sexy, mas não sou sexy no estereótipo. Acho que eu sou (sexy) na hora em que eu estou mais feliz, quando estou num papo superinteressante, cantando ou dançando. Você seduz quando está bem. Quer coisa mais sexy do que um sorriso? Do que brincar? O que me estimula sexualmente são boas palavras, mais do que aparência, do que o clima.
Você está namorando alguém? Não.
Então, não é do tipo que se apaixona à primeira vista? Acho difícil. É difícil me apaixonar à primeira vista, por mais maravilhosa que a pessoa seja.
Tem algum cuidado com sua beleza? Eu tenho me cobrado mais para fazer mais exercício, trabalhar o corpo. Mas faz um tempão que eu não faço nada direito. Falta tempo. Estou matriculada numa academia perto de casa, mas como estou viajando muito, tenho ido uma vez por semana.
Você tem um sítio em Friburgo (região serrana do Rio), onde produz alimentos orgânicos. Gosta de colocar a mão na terra, plantar? Quando tenho tempo, gosto de ir sempre lá, pelo menos uma vez por semana. Planto hortaliças, raízes, grãos... Eu gosto de plantar, de pôr a mão na terra. Agora, estamos organizando uma pequena comunidade de produtores orgânicos em Friburgo. Mas como tenho trabalhado muito, não tenho tido muito tempo de ir lá.
É do tipo que planeja tudo? Sou meio conduzida por Deus. Existe uma força maior que administra as coisas para mim. Tento organizar, mas não consigo planejar muito, não. Eu tenho essa dificuldade.
E optou por viver sem ostentação... Acho uma loucura viver no mundo de hoje fora da realidade, dentro de uma redoma. Acredito ser um contra-senso para um artista, que tem de se abrir para o mundo. Acredito que, para ser uma estrela absoluta e ter muito poder, você tem de se fechar. E, para mim, é incompatível ser fechada, anestesiada, distanciada e alienada e uma boa atriz. Não é o meu caminho, no que eu acredito. Não é essa arte que me interessa.
Sábado, Maio 06, 2006
: :Alfredo Kalles Jr. entrevista o ator Rodrigo Zanardi: :
O Clube das Estrelas traz um super bate papo com o ator e modelo Rodrigo Zanardi, que teve uma participação da novela A Escrava Isaura e deu um show de interpretação. Ele é do interior de São Paulo, de Dracena, é muito inteligente e dono de uma cultura incrível. Já atuou no teatro e é amante da fotografia. Na entrevista ele fala da participação na novela, de sua opinião sobre os remakes de novelas produzidos atualmente no Brasil e ainda faz sua escolha entre o amor ou o poder. Confira nosso bate papo:
Há quanto tempo você é modelo? Como começou sua carreira nesta área? Sou do interior de SP, Dracena, e lá eu já participava de uma companhia de teatro muito séria e vim para cá para estudar melhor o teatro. Aqui comecei também a trabalhar como modelo estou nessa área há sete anos. Comecei depois de um ano que cheguei em SP, quando uma amiga minha (modelo da Ford) me levou à Ford Model na época, e essa agência me contratou e lá realizei alguns trabalhos.
Tem alguma agencia de modelos que você trabalha? Em sua opinião qual a melhor do Brasil? Hoje trabalho mais com agência de atores, modelo somente com a ONE. Para mim a melhor agência é aquela que lhe dá mais trabalhos... (risos).
Você posaria para uma revista de nu masculino? Por que? Posaria sem nenhum problema, desde que as fotos não fossem vulgares e que me pagassem muito bem. Aliás, já tem uma revista fazendo me propostas para que isso aconteça.
Como foi a experiência de viver o Sargento Aloísio em A Escrava Isaura? Foi emocionante demais pra mim, interpretar o sargento nessa novela que é um mito, às vezes nas gravações externas ,(na fazenda), eu ficava arrepiado de estar lá à noite gravando, realizando um sonho na verdade. No início das gravações eu estava bem travado, mas depois acho que melhorei um pouco.
Você gosta de atuar na TV? Tem algum plano para o futuro? Gosto sim, acho que todo trabalho é válido, porém prefiro atuar no teatro. Pretendo produzir e também atuar em um espetáculo teatral brevemente.
Que artista brasileiro é uma referência em sua carreira? Cláudia Raia, por ter tido a oportunidade de trabalhar com ela e conhecê-la melhor, além de ótima profissional é uma pessoa de um equilíbrio impressionante e de uma alma riquíssima.
Você já atuou em quais peças teatrais? Já atuei em várias, entre elas A megera Domada, O Beijo da Mulher aranha e Anjo proibido.
Escolheria o amor ou o poder? Por que? O amor certamente, porque eu nada seria sem ele.
A Coluna Alfredo Júnior ficou sabendo de alguns eventos que você tem realizado. Pode nos falar um pouco dessas festas? Ah sim... paralelamente a minha carreira de ator eu produzo alguns eventos como o evento de música eletrônica E.JOY e eventos para a escola de atores Wolf Maya entre outros.
Qual o segredo para o modelo ser fotografado e ficar bem? Há alguma técnica? Estar relaxado e se sentir a bola da vez na hora da foto.
O que você acha dos constantes remakes apresentados ao público brasileiro atualmente? Até que ponto isso é bom para o telespectador? Acho que nós no Brasil somos carente de bons roteiros, então recorremos aos remakes, mas acho que sempre vale a pena ver de novo aquela obra um dia foi sucesso.
Quem é Rodrigo Zanardi? Às vezes me preservo outras vezes me suicido.
Que frase o momento o inspira a dizer neste momento? Ajude sempre as pessoas!
Ping Ping:
Um ator: Marcos Nanini
Uma atriz: Cláudia Raia
Um filme: Dançando no escuro
Música: Vapor barato
Um medo: da fofoca mesquinha
Um sonho: felicidade constante
Liberdade: é primordial para qualquer ser vivo.
Família: O alicerce de tudo.
Você não trocaria a liberdade de amar POR CAUSA DE DINHEIRO.
Sexta-feira, Maio 05, 2006
: :Alfredo Kalles Jr. entrevista o ator Rodrigo Zanardi: :
A Coluna Clube das Estrelas traz um super bate papo com o ator e modelo Rodrigo Zanardi, que teve uma participação da novela A Escrava Isaura e deu um show de interpretação. Ele é do interior de São Paulo, de Dracena, é muito inteligente e dono de uma cultura incrível. Já atuou no teatro e é amante da fotografia. Na entrevista ele fala da participação na novela, de sua opinião sobre os remakes de novelas produzidos atualmente no Brasil e ainda faz sua escolha entre o amor ou o poder. Confira nosso bate papo:
Há quanto tempo você é modelo? Como começou sua carreira nesta área? Sou do interior de SP, Dracena, e lá eu já participava de uma companhia de teatro muito séria e vim para cá para estudar melhor o teatro. Aqui comecei também a trabalhar como modelo estou nessa área há sete anos. Comecei depois de um ano que cheguei em SP, quando uma amiga minha (modelo da Ford) me levou à Ford Model na época, e essa agência me contratou e lá realizei alguns trabalhos.
Tem alguma agencia de modelos que você trabalha? Em sua opinião qual a melhor do Brasil? Hoje trabalho mais com agência de atores, modelo somente com a ONE. Para mim a melhor agência é aquela que lhe dá mais trabalhos... (risos).
Você posaria para uma revista de nu masculino? Por que? Posaria sem nenhum problema, desde que as fotos não fossem vulgares e que me pagassem muito bem. Aliás, já tem uma revista fazendo me propostas para que isso aconteça.
Como foi a experiência de viver o Sargento Aloísio em A Escrava Isaura? Foi emocionante demais pra mim, interpretar o sargento nessa novela que é um mito, às vezes nas gravações externas ,(na fazenda), eu ficava arrepiado de estar lá à noite gravando, realizando um sonho na verdade. No início das gravações eu estava bem travado, mas depois acho que melhorei um pouco.
Você gosta de atuar na TV? Tem algum plano para o futuro? Gosto sim, acho que todo trabalho é válido, porém prefiro atuar no teatro. Pretendo produzir e também atuar em um espetáculo teatral brevemente.
Que artista brasileiro é uma referência em sua carreira? Cláudia Raia, por ter tido a oportunidade de trabalhar com ela e conhecê-la melhor, além de ótima profissional é uma pessoa de um equilíbrio impressionante e de uma alma riquíssima.
Você já atuou em quais peças teatrais? Já atuei em várias, entre elas A megera Domada, O Beijo da Mulher aranha e Anjo proibido.
Escolheria o amor ou o poder? Por que? O amor certamente, porque eu nada seria sem ele.
A Coluna Alfredo Júnior ficou sabendo de alguns eventos que você tem realizado. Pode nos falar um pouco dessas festas? Ah sim... paralelamente a minha carreira de ator eu produzo alguns eventos como o evento de música eletrônica E.JOY e eventos para a escola de atores Wolf Maya entre outros.
Qual o segredo para o modelo ser fotografado e ficar bem? Há alguma técnica? Estar relaxado e se sentir a bola da vez na hora da foto.
O que você acha dos constantes remakes apresentados ao público brasileiro atualmente? Até que ponto isso é bom para o telespectador? Acho que nós no Brasil somos carente de bons roteiros, então recorremos aos remakes, mas acho que sempre vale a pena ver de novo aquela obra um dia foi sucesso.
Quem é Rodrigo Zanardi? Às vezes me preservo outras vezes me suicido.
Que frase o momento o inspira a dizer neste momento? Ajude sempre as pessoas!
Ping Ping:
Um ator: Marcos Nanini
Uma atriz: Cláudia Raia
Um filme: Dançando no escuro
Música: Vapor barato
Um medo: da fofoca mesquinha
Um sonho: felicidade constante
Liberdade: é primordial para qualquer ser vivo.
Família: O alicerce de tudo.
Você não trocaria a liberdade de amar POR CAUSA DE DINHEIRO.
Sexta-feira, Abril 28, 2006
: :Alfredo Kalles Jr. entrevista o ator Leandro Luna: :
O Clube das Estrelas traz um super bate papo com o ator Leandro Luna, que está fazendo um tremendo sucesso na peça O CRAVO E A ROSA e é apontado por muitos como uma grande revelação nos últimos anos. Além de carisma, determinação e garra, ele tem amor pela arte e não abandona sua grande paixão por nada no mundo. Ele já encantou várias pessoas com seu jeito de ser no teatro e no dia a dia, e nos deu a oportunidade de saber um pouco mais sobre suas idéias nesta entrevista. No bate papo falamos de sua satisfação de estar no elenco da peça e das dificuldades vividas no mundo do teatro. Confira nosso bate papo:
Por que a arte de interpretar fez a cabeça de uma pessoa tão jovem como você? Na realidade a arte de interpretar começou a fazer minha cabeça quando tinha 17 anos. Sempre fui apaixonado por teatro, freqüentador assíduo de cinema e a vontade de interpretar sempre existiu em mim. Acho esta arte fascinante, a qual depende de muita disciplina e dedicação além de ser desafiadora, e isso me atrai bastante.
Muitas pessoas acham você muito parecido com o Thiago Lacerda. O que você acha desta comparação? Já ouvi muito as pessoas comentarem, mas eu já vi o Thiago pessoalmente e somos muito diferentes, tenho certeza que numa cena juntos esta comparação diminuiria. Particularmente eu não ligo por este motivo.
Quem é Leandro Luna? Que complexo! Bom, principalmente um ser humano que ama a vida, a família, as amizades verdadeiras, sorrir, a profissão e o valor que tudo e todos que nos cercam possui!
Como está sendo a experiência de atuar na peça O CRAVO E A ROSA? O CRAVO E A ROSA foi um presente pra mim! É um musical diferente, que valoriza a todo segundo a questão social, busca quebrar barreiras de preconceito, é carismático, engraçado, colorido, as canções são lindas, todos os profissionais envolvidos são talentosíssimos... sinceramente só tenho qualidades pra dizer. Fazer o CRAVO está sendo uma experiência maravilhosa. É um prazer muito grande!
Você tem uma atração maior por musicais. Que sensação dá poder fazer musical? O trabalho fica mais solto? Adoro musicais! Pra quem gosta, como eu, fazer musical é maravilhoso. Cantar, dançar e interpretar simultaneamente não é um trabalho fácil, por isso, demanda dedicação e uma constante preparação. O ator deve estudar suas habilidades no intuito de aprimorar-se sempre. Estar solto é relativo, devemos estar atentos a Tudo em cena, porém tranqüilos para que o jogo se torne prazeroso, tanto em musicais quanto em outras montagens.
Você gosta de cantar? Tem algum cantor brasileiro ou do exterior que você curte? Gosto sim, e muito! As paredes do banheiro que o diga... (risos)! Sempre todos diziam que cantava bem, me lembro do pai pedindo pra eu cantar para os amigos dele sempre que se reuniam em casa, mas descobri que podia o fazer profissionalmente ha três anos e meio atrás, quando audicionei para o musical AH... SEU FOSSE BOB FOSSE (dir. Hudson Glauber), e agora estou no quarto musical. Vamos r de bons interpretes brasileiros... Maria Rita, Cássia Eller, Marisa Monte... adoro Jota Quest!
Por qual ator brasileiro você tem grande admiração? Por que? O Brasil tem grandes atores, é difícil enumerar... mas dentre eles, posso citar com grande admiração Matheus Nachtergaele. Eu gosto muito de ver o trabalho de construção dele, a cada personagem que interpreta, surge um ser muito diferente do anterior e isso me cativa demais! Saio encantado do cinema ao ver seu trabalho. Pra mim, atuar é isso... é Matheus Nachtergaele.

Como é sua relação com a leitura? Gosta de ler que tipo de livro? Gosto muito de ler. Comigo a leitura reflete a fase que estou vivenciando. Já li muitos livros de ficção, de atuação (Sanford Meisner um dos que mais gosto)... Atualmente tenho lido livros com conotações espirituais, da relação homem e vida... estou lendo agora por exemplo, Profecia Celestina.
Você é muito vaidoso? Como você cuida do seu visual? Como diria minha avó Maria, Tudo em demasia faz mal! Vaidade eu tenho sim, não posso negar, mas não sou muito vaidoso. Gosto do básico, do cabelo meio bagunçado, as vezes até barba meio por fazer, um bom perfume... e fecho a boca quando preciso! Mas confesso que não consigo desprezar um espelho! (risos)
Fale um pouco de sua relação com o elenco da peça: É muito boa! Todos somos amigos... Anteriormente já tinha tido a oportunidade de trabalhar com o Fernando Assis e a Priscila Squeff em CURTA COMÉDIA (dir. Wolf Maya), feito workshops com a Alice Reis, nossa coreógrafa. Com os demais, Rodrigo Framptom, Laura Rodrigo e Gal Quaresma fiz leituras de outros trabalhos, enfim... a relação é muito sadia com todos! Existe uma troca muito boa em cena e fora dela, e isso é bom demais!
O que você acha das outras emissoras estarem investindo em teledramaturgia? Crê que até agora esta disputa ainda é saudável ou a apelação pela audiência está cada vez mais aparente? Acho que estava mais que na hora para outras emissoras também investirem em teledramaturgia! O mercado estava completamente monopolizado, a procura está cada vez maior, e excelentes profissionais sem emprego. É sem dúvida muito bom que haja mais opções no mercado de trabalho. Não acredito que na teledramaturgia a busca pela audiência seja apelativa, pelo contrário, ao meu ver tem sido comparativa, o que comprova as vantagens de se produzir cada vez mais dramaturgia nas demais emissoras.
Você escolheria o amor ou o poder? Por que? O amor! É possível realizar muito bem Tudo o que se deseja quando se tem amor, quando se faz com amor. Sendo desta forma, o reconhecimento pelo feito passa a existir, e o poder é conseqüente do reconhecimento merecido.
Qual a maior barreira para quem trabalha com teatro no Brasil? Como isso poderia mudar a realidade dos artistas brasileiros? Infelizmente a barreira é financeira! Existe muita paixão, desejo, profissionalismo, menos remuneração. É claro que não de uma maneira generalizada, mas no Brasil ainda existe muito medo de patrocinar teatro. A burocracia é imensa e o retorno é incerto. Bons projetos são aprovados e patrocinados, e muitos outros bons projetos não têm apoio de empresas que vinculem sua marca a estes, é triste mas é real. Eu acredito que uma boa ação em massa, por parte da mídia e do governo principalmente, com o intuito de encorajar e incentivar estas empresas brasileiras, contribuiria e muito. Com isso, muita coisa melhoraria, a valorização do mercado de trabalho, geração de empregos na classe artística e técnica, a procura por parte do público por entretenimento, e consequentemente a cultura social teria seu benefício.
Que frase o momento atual o inspira dizer? Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!
Mande um recado aos leitores da coluna: Foi um prazer ceder esta entrevista. Espero que todos tenham um excelente ano, de muita paz... ela é sinônimo de todas as coisas boas que o ser humano mais necessita! O respeito, a boa educação, a honestidade, o amor pelo próximo e por si! Grande abraço a todos, LEANDRO LUNA.
Terça-feira, Abril 25, 2006
: :Os segredos do sucesso de Angélica: :
Fonte: Contigo!
Por Clarissa Frajdenrajch
Foto: Marcelo G. Tabach
Pela primeira vez, a apresentadora abre as portas da casa dela. E fala do casamento com Luciano Huck, de sexo, da carreira e conta como se mantém linda, um ano depois de ter dado à luz Joaquim: Estou apaixonada pelo meu filho, pelo meu marido e pelo meu trabalho.
Você administra sua casa, trabalha fora, cuida de seu filho (Joaquim, 1 ano) e ainda precisa dar atenção ao marido (Luciano Huck, 34). Como consegue organizar tudo? Quando vejo que estou no limite, eu me retiro à francesa (risos). Não sei gritar e brigar. Então, faço massagens, malho um pouco, coloco um som, leio. Mas Joaquim sempre atrapalha o tempo que reservo para mim. Ele pode. Só ele. Luciano já me conhece. As pessoas percebem quando estou um pouco diferente e se afastam. Ultimamente, existem três agendas: a minha, a de Joaquim e a de Luciano. Fico tentando fazer com que essas três agendas casem umas com as outras. Às vezes, isso dá uma pirada (risos). Mas sempre deixamos os fins de semana para nós três ficarmos juntos, seja em casa ou viajando.
Depois que o filho nasce, como fica a vida a dois? Temos de tomar cuidado para o casal não ficar em segundo plano. Principalmente, quando se trata de uma história tão rápida como a nossa. Quando nos casamos (em outubro de 2004), tínhamos apenas seis meses de namoro e eu já estava grávida. Apesar de termos muitas afinidades, ainda estamos nos conhecendo. Eu e Luciano ainda nos sentimos na fase do namoro.
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